Inovações alongam sobrevida dos fixos
GAZETA MERCANTIL - TI&TELECOM - SÃO PAULO - 25/05/09 - Pg. C5
"Ninguém" mais tem telefones fixos. "Ninguém" lê jornais impressos. "Ninguém" mais quer livros de papel.
Quem está ficando cansado de todas as proclamações de que o "analógico está morto" feitas por experts de 28 anos de idade especializados em nova mídia?
Desculpem-me, experts, mas várias centenas de milhares de "ninguéns" ainda têm telefones fixos, assinam jornais impressos e lêem livros encadernados e de papel. Sua popularidade pode estar diminuindo, mas está longe de zero.
É confortante descobrir que alguns engenheiros ainda estão promovendo avanços na modernização de uma tecnologia que as pessoas de 28 anos rejeitaram como morta: o telefone fixo. Nos últimos meses, dois gigantes da eletrônica - Panasonic e Verizon - tentaram arrastar a coisa para 2009.
O nome do mais recente telefone sem fio da Panasonic, o KX-TG7432, pode não sair com facilidade da boca; na verdade, é necessário ler o nome todas as vezes em que há referência.
Ele tem muito em comum com telefones anteriores da Panasonic. A base (US$ 90), por exemplo, contém uma secretária eletrônica digital e é possível colocar monofones como extensão (a US$ 30 cada). Eles se comunicam sem fio.
O que é novo na invasão das tecnologias de telefones celulares começa com o joystick clicável para navegação. Uma enorme e audaciosa tela em preto e branco mostra ícones para coisas como Lista de Chamadas, Caixa postal, Configurações e assim por diante. Agora não tem problema perder o manual do usuário. Ele não é mais necessário.
Como no iPhone, não se está condenado a escutar as mensagens em sequência. Pode-se reunir uma lista delas (em qualquer monofone), e ouvir as mais importantes primeiro. O telefone também oferece a função Não Perturbe, que permite silenciar o telefone por períodos.
O melhor truque, no entanto, é o Caller ID, que identifica quem chama. Uma voz sintética revela o nome de quem estiver ligando.
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