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14 abril 2010

Vivo fecha contrato de ampliação de rede com Huawei e Ericsson


TELETIME ONLINE - WEB - 09/04/10

A Vivo fechou um contrato de ampliação de cobertura e capacidade da sua rede com Huawei e Ericsson. Depois de um processo de seleção de fornecedores por meio de uma RFP, a operadora optou por manter os atuais fornecedores. Trata-se de um contrato guarda-chuva, através do qual estão previstas a ampliação de capacidade e cobertura na rede 3G e de capacidade, mas também alguma ampliação de cobertura na rede 2G, em função do cumprimento das metas da Anatel. O contrato tem duração de 2 anos.

A divisão geográfica entre os fonecedores também foi mantida. A grosso modo, a Huawei ficou com estados nas região Sul, Nordeste e mais Rio de Janeiro e Espírito Santo. Minas Gerais, São Paulo e a região Norte ficaram com a Ericsson.

Helton Posseti

28 dezembro 2009

A hora dos smartphones


21/12 - 17:48 - Rafael Rigues
Já não basta telefonar. Os novos smartphones já nascem prontos para a internet. O barato, agora, é navegar
Ler e receber e-mails, navegar em redes sociais, conferir um vídeo no YouTube e ouvir músicas são algumas atividades típicas de usuários da internet. A novidade é que ninguém mais precisa de PC para isso. Os smartphones, que chegaram com força ao mercado brasileiro esse ano, irão se popularizar ainda mais em 2010.
Segundo o instituto Gartner, foram vendidos 41 milhões de smartphones no terceiro trimestre de 2009, um crescimento de 12% em relação ao mesmo período do ano passado. Pode não parecer muito, mas o mesmo relatório informa que o mercado de celulares comuns cresceu apenas 0,1%, ou seja, está praticamente estagnado.
E o que você ganha com um smartphone? Simples: mais produtividade e diversão. Na área profissional, os smartphones permitem checar e responder mensagens com mais facilidade e muitos deles são compatíveis com o sistema de e-mail Exchange, usado em empresas. Além disso, dá para navegar na web com boa velocidade e usar recursos de GPS e mapas, importantes para quem trabalha na rua.
Na área de diversão, os smartphones vêm com memória para armazenar milhares de músicas e boa quantidade de vídeos. Além disso, a conexão à internet em banda larga pode ser usada para, por exemplo, assistir a vídeos no YouTube sem engasgos.
Todos esses recursos, entretanto, dependem de uma boa conexão à internet. Por isso, na hora de comprar um smartphone, dê preferência a um plano de dados ilimitado para aproveitar ao máximo os recursos do aparelho. Para quem curte música vídeo e fotos, 8 GB de memória são o mínimo desejável. Caso o aparelho não tenha tudo isso, uma opção é comprar um cartão de memória (cerca de 70 reais).
Interessado? Então confira quatro smartphones testados pelo iG Tecnologia. Todos os preços se referem a aparelhos desbloqueados.

iPhone 3G/3GS 
Preços: R$ 1.800 / R$ 2.200

No Brasil é possível encontrar dois modelos do queridinho dos smartphones: o atual iPhone 3GS e a geração anterior, o iPhone 3G. O 3GS tem uma câmera melhor (3 MP, mas ainda sem flash), grava vídeo, tem GPS com bússola interna (útil em aplicativos de mapas) e um processador gráfico mais poderoso. De resto, ambos os modelos são idênticos.

DivulgaçãoiPhone 3GS

Embora o iPhone não supere tecnologicamente os concorrentes, a facilidade de uso e a imensa quantidade de aplicativos (mais de 100 mil, segundo a Apple) o tornam imbatível nos quesitos diversão e versatilidade. Além disso, o aparelho já vem de fábrica com um excelente navegador web, aplicativos para tocar áudio e vídeo e programa de e-mail com integração ao Microsoft Exchange, entre outros recursos. Seus pontos fracos são a bateria selada (não é possível trocá-la), memória não expansível e a dependência do iTunes para qualquer tipo de interação com o computador.

Nokia N97
Preço: R$ 2.399

O Nokia N95 é um dos smartphones mais populares aqui no Brasil. O N97 é uma evolução desse modelo. Ele é equipado com tela sensível ao toque e teclado QWERTY integrado, o que torna muito mais fácil o acesso à internet e a mensagens de e-mail ou SMS.

Divulg N97

A tela inicial do N97 pode ser personalizada com "widgets", componentes prontos que dão acesso às informações mais importantes, como e-mails recentes ou previsão do tempo. Para os fãs de música ele tem uma atração irresistível: um ano de acesso gratuito ao serviço "Comes With Music", da Nokia, com download ilimitado de mais de 5 milhões de músicas.
O software Nokia Mapas, incluso, permite transformar o aparelho em um GPS automotivo completo, com instruções passo-a-passo e navegação por voz. Para os negócios, o Nokia Mail acessa facilmente múltiplas contas de e-mail, inclusive aquelas em servidores Microsoft Exchange, com entrega automática das mensagens no aparelho.
O N97 tem uma câmera de 5 MP com flash, e o aparelho é capaz de fazer vídeos com qualidade próxima à de um DVD. A memória interna tem generosos 32 GB (suficiente para cerca de 8 mil músicas) e pode ser expandida com cartões micro SD. Infelizmente a tela de toque, baseada em tecnologia resistiva, não tem a mesma sensibilidade e "fluidez" de aparelhos como o iPhone e o DEXT.

Samsung Omnia
Preço: 1.799

Este aparelho já está no mercado há cerca de um ano, mas continua sendo uma boa opção para os fãs do sistema operacional Windows Mobile, da Microsoft. O visual lembra inegavelmente o iPhone, mas ele tem brilho próprio. A tela sensível ao toque, com 3.2 polegadas, é muito bem aproveitada pelos aplicativos pré-instalados pela Samsung.

divoSamsung Omnia

A câmera de 5 MP faz ótimas fotos durante o dia, e é possível gravar vídeos com uma série de recursos úteis e incomuns em outros aparelhos, como zoom digital, macro e até câmera lenta. O Media Player reproduz não só músicas em MP3, como também vídeos no formato DiVX, cada vez mais popular na internet e em aparelhos como TVs e DVD Players. Para armazenar os arquivos, o Omnia tem 8 GB de memória interna, expansível com cartões micro SD.
O uso do sistema operacional Windows Mobile é especialmente vantajoso para executivos. Ele traz integração fácil com programas da Microsoft que são parte do dia-a-dia de qualquer empresa, como o Microsoft Outlook e os aplicativos do Microsoft Office como Word e Excel — este tem versão "de bolso" no Omnia.

Motorola DEXT 
Preço: R$ 1.500

Este aparelho faz parte da primeira leva de smartphones baseados no sistema operacional Android, do Google, a chegar ao mercado nacional. Os destaques do DEXT são o teclado QWERTY completo e o sistema Motoblur, que integra informações vindas de redes sociais como Facebook e Twitter à tela inicial do aparelho. O Motoblur também dá ao usuário a possibilidade de, via web, rastrear a posição do aparelho e até mesmo apagar completamente a memória interna — algo bastante útil se ele for roubado ou perdido e você não quiser que suas informações caiam em mãos erradas.

divoMotorola DEXT

Outro ponto de interesse é a loja de aplicativos App Market, com 16 mil programas (muitos deles gratuitos) que podem ser usados para transformar seu smartphone em um livro eletrônico, dicionário de bolso, videogame portátil, scanner de documentos e muito mais.
A câmera de 5 MP tira ótimas fotos durante o dia mas não tem flash, o que compromete a fotografia noturna. A memória interna é de apenas 250 MB, mas pode ser expandida com cartões microSD (um de 8 GB vem com o aparelho). Por fim, a autonomia de bateria poderia ser melhor: ela fica entre 8 a 9 horas de uso típico, em média.
Olho na bateria!
Com tantos recursos, os smartphones consomem muito mais bateria que um celular comum. Não é raro você retirá-los da tomada pela manhã e ao final da tarde ele já estarem pedindo recarga. Para contornar o problema, há duas opções: a primeira é comprar uma bateria reserva e mantê-la sempre carregada na bolsa. A outra é ativar recursos como Bluetooth e wi-fi apenas quando for usá-los.

Convergência Digital: E se faltar espectro para os Jogos Olímpicos de 2016? (EPrado)

E se faltar espectro para os Jogos Olímpicos de 2016?

Eduardo Prado


As Olimpíadas e a Copa do Mundo são os dois maiores movimentos esportivos do mundo e movimentam negócios bilionários. Para você ter uma idéia, as Olimpíadas movimentam têm um faturamento de 13 BUS$ e a Copa do Mundo de 10,5 BUS$ enquanto a Fórmula 1 fatura 3,5 BUS$ em um ano todo!


Pela sua diversidade desportiva, as Olimpíadas congrega um número maior de países que a Copa. As últimas Olimpíadas de Beijing na China em 2008 foi caracterizada por um forte gigantismo.


Nos Jogos Olímpicos de Beijing 2008 tivemos os seguintes números:


  1. Competições em 28 esportes, com 12.000 atletas de 204 países;


  1. 6,7 milhões de ingressos foram vendidos nos Jogos de 2008 na China. 700.000 a mais que Atenas em 2004 e 1,1 milhão a mais que Sidnei na Austrália em 2000;


  1. 61.700 horas de transmissão de TV foram acumuladas ao longo dos Jogos de Beijing 2008 (40% a mais que em Atenas e o dobro do evento em Sidnei);


  1. 1,7 BUS$ foi o valor pago pelos direitos de transmissão de TV nos Jogos de Beijing 2008. Em 1960, para a 1ª transmissão de TV em uma Olimpíada, a de Roma, as cotas de foram negociadas por 1,2 MUS$.


Este é o porte de uma Olimpíada e a de London 2012 promete muito mais!


Dentro de um cenário de negócio deste quilate nada pode dar errado e, um ponto MUITO importante é a disponibilidade de Espectro de Freqüência para as diversas necessidades em uma Olimpíada.


Espectro de Frequência é um bem da Humanidade, é finito e, as vezes não é bem cuidado em alguns países.


Na nossa opinião, o Brasil é um destes casos. Alguns exemplos mostram claramente isto, a saber: (a) temos acompanhado a "novela" do espectro de 2,5 GHz que atualmente é uma questão de sobrevivência para a telefonia móvel e as empresas de MMDS – atual detentoras - não fazem um uso de massa do mesmo; (b) um outro caso é o espectro de 3,5 GHz que até hoje a "lerdeza" da ANATEL (juntamente com a falta de visão estratégica do Governo do Nosso Cara) não nos brindou com o tão esperado Leilão das sobras de freqüência deste espectro tão necessárias para a disseminação do WiMAX Nomádico; e (c) O último exemplo é um caso muito "esdrúxulo"! É o caso dos SARCs (Serviço Auxiliar de Radiodifusão e Correlatos) – aqueles caminhões pequenos de TV para fazer gravações externas (p. ex., estádios, aeroportos) - que operam na freqüência de 2,4 GHz do Wi-Fi. Para garantir a banda de transmissão analógica ineficiente (uso maior de espectro) para operação deles - pois as donas (grandes redes de TV) dos caminhõeszinhos não querem investir para colocar tecnologia de transmissão digital (uso menor de espectro) nos mesmos - a ANATEL colocou a seguinte prerrogativa na Resolução no. 506 de 01.jul.2008 que regula o Wi-Fi: A ANATEL estabeleceu que sistemas (2400 MHz) em localidades com população superior a 500 mil habitantes e com potência (eirp) superior a 400 mW não podem operar sem autorização da ANATEL (sic!). Sras e Srs, isto não existe em nenhum país do mundo nas regulações de Wi-Fi. O Wi-Fi é uma banda NÃO LICENCIADA no mundo todo. A ANATEL não tem direito de colocar restrições sobre ele. Ponto! Este privilégio foi a maneira de exceção que o nosso Órgão Regulador encontrou – de forma criativa (sic!) – para ceder às pressões das empresas de TV. Uma pergunta que não quer calar: Isto é cuidar bem de espectro? Ainda tem mais uma: atualmente, o Wi-Fi serve como válvula de escape para as redes 3G "muito estressadas". A AT&T americana está valendo-se muito do Wi-FI para desafogar via iPhone o seu tráfego de 3G. Este caso de Wi-Fi no Brasil vai pegar nos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro com a disseminação plena desta tecnologia através dos turistas estrangeiros.


Para não dizer que estamos falando de "flores", o Órgão Regulador britânico – a Ofcom – detectou recentemente que vai faltar freqüência em Londres para os as Olimpíadas de Londres em 2012 e terá que "tomar emprestado" freqüências de órgão públicos britânicos como o famoso MoD (Ministério da Defesa) e a Autoridade de Aviação Civil britânica.


Para conhecer mais sobre a importância deste tema na nossa Olimpíada de 2016, veja esta matéria inédita do Convergência Digital:

http://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=21401&sid=15


 



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ACESSE:
http://EstudoPelaNet.blogspot.com

07 outubro 2009

A reação da Microsoft

ÉPOCA - NEGÓCIOS - SÃO PAULO - 28/09/09 - Nº 593 - Pg. 90 - Bruno Ferrari
Há mais de dois anos, a Microsoft engole a seco o sucesso do iPhone. Lançado pela arqui-inimiga Apple nos Estados Unidos, em junho de 2007, o celular inteligente não apenas revolucionou a maneira como os usuários interagem com seus aparelhos, mas também deu a Steve Jobs uma de suas frentes de negócio mais lucrativas. Nesse meio tempo, a Microsoft não conseguiu que o Windows Mobile, seu sistema operacional para celulares, ameaçasse rivais como o Symbian (da Nokia) e o BlackBerry (da RIM).
Também acompanhou o Google, outro indigesto concorrente, anunciar planos ambiciosos para o sistema operacional Android, que já equipa modelos de fabricantes como Motorola e Samsung. Na semana passada, os rumores de uma reação, que já vinham do início do ano, tornaram-se mais concretos. O site americano Gizmodo publicou imagens do que seriam dois Microsoft Phones. Chamados de Turtle e Pure, eles deverão, segundo o Gizmodo, ser anunciados oficialmente em janeiro do ano que vem, durante a Customer Electronics Show, principal feira de eletrônicos do mundo.
Os dois aparelhos foram apresentados com estilos muito parecidos. A diferença entre eles é o teclado deslizante, na horizontal no Pure e na vertical no Turtle. Projetos desse tipo fariam parte do Pink, codinome do sistema operacional que une as funções do Windows Mobile com as do software do Zune, tocador de música da Microsoft. Aparentemente, Sharp e Microsoft estampariam suas marcas juntas nos aparelhos, como já fazem a Sony e a Ericsson. A Sharp já responde pela produção do Sidekick, um smartphone lançado em 2004 pela Danger (fabricante de celular comprada pela Microsoft em 2007). O aparelho trazia programas para troca de mensagens instantâneas e permitia acesso a redes sociais.
O Turtle e o Pure, diz o Gizmodo, são desenvolvidos nos moldes do Sidekick, para rodar programas hospedados na internet, como e-mail, agenda e até jogos on-line. Nos planos da Microsoft, estaria ainda a criação da Zune Store, uma loja virtual de programas para celulares nos moldes da App Store e da iTunes Store, que distribuem programinhas para o iPhone e o iPod touch, da Apple. Mas dificilmente esses anúncios ocorrerão em caráter oficial antes de 2010. A Microsoft ainda tenta contornar os diversos atrasos no lançamento de uma nova versão de seu sistema para celulares, que permitirá recursos de tela sensível ao toque, o Windows Mobile 6.5. Segundo o Gizmodo, os smartphones Microsoft-Sharp usarão a versão 7.0 do sistema.
Um segundo rumor surgiu nesta semana envolvendo a Microsoft: o suposto lançamento de um tablet (um computador plano), chamado Courier. A notícia também foi dada pelo Gizmodo, que diz ter obtido informações da equipe de desenvolvimento do produto. Ele foi apresentado com duas telas de 7 polegadas, sensíveis ao toque, com webcam integrada, GPS e conexão wi-fi. Seria mais uma iniciativa da Microsoft, que vive principalmente da venda de software, no mercado de eletrônicos de consumo.
A Microsoft não faz comentários sobre os rumores. Numa recente entrevista, Robbie Bach, presidente da unidade de entretenimento e dispositivos, deu pistas de que poderemos ter um grande lançamento da empresa em breve. Se você afirmar para mim que o Windows Mobile não avançou como nós gostaríamos, eu diria a você que se trata de uma afirmação verdadeira , disse Bach. Vocês verão isso mudar.

23 setembro 2009

Banda Larga móvel: Teles pisam no "freio" à pedido da Anatel



CONVERGÊNCIA DIGITAL - WEB - 18/09/09

Luís Osvaldo Grossmann

A rede das operadoras é inadequada para suportar o volume de tráfego de dados pela banda larga móvel, baseadas na 3G. Segundo informações que as empresas passaram para a Anatel, a infraestrutura está subdimensionada, pois esperava um volume de dados quatro vezes menor que o atual.

"A demanda no Brasil está fora do padrão mundial. A rede foi desenhada com base na demanda internacional, de 1 Gigabyte a 2 Gigabytes por mês por usuário. No Brasil, a demanda média é de 8 Gigabytes por mês", afirma o superintentente de Serviços Privados (SPV) da Anatel, Jarbas Valente.

Ele revela que há cerca de oito meses, a SPV começou a discutir com as empresas o fortalecimento das rede, quando, segundo Valente, a agência "percebeu que o serviço 3G começou a degradar".

Essa degradação, porém, foi além do próprio 3G. "Quando começou o uso excessivo da banda larga móvel, começou a prejudicar a voz. Por isso que a gente chamou as empresas. E o problema não é só na central, mas nos backbones, porque neles também passa voz digitaliza", diz Jarbas Valente.

"Houve uma avalanche de vendas do 3G, acima de todas as previsões, inclusive das nossas. E com uma demanda média de 8 Gigabytes que surpreendeu a todos. As empresas até pararam de fazer publicidade até averiguar a infraestrutura básica", explica.

Daí decidiu-se, em consenso, reduzir o ritmo das vendas e reavaliar a engenharia da rede. "Dissemos às empresas: nós percebemos isso, vocês também perceberam. Vamos pisar no freio, juntos, vamos olhar como foi projetada a rede, vamos reprojetar a rede e preparar para o consumidor não ser prejudicado."

O esforço, naturalmente, implicou em investimentos acima dos planejados. Segundo Valente, "o investimento que elas [operadoras] estão fazendo é enorme. Tem empresa que está investindo, no mínimo, R$ 1 bilhão. No geral, são R$ 4 bilhões ou R$ 5 bilhões acima do que elas tinham previsto".

A agência chegou a montar dois grupos, um técnico e um estratégico, para manter reuniões mensais de acompanhamento e avaliação junto às operadoras. Nas contas do superintentente, houve empresa que já instalou mil novas estações radiobase (ERB) novas. E, no geral, ele acredita que o número de 46 mil ERBs do país já foi ampliado em 10% devido a esse esforço de adequar a infraestrutura à demanda.

Satélites

Como a demanda é grande onde quer que se ofereça 3G, a SPV acredita que deve ser ampliado o espaço de banda disponível nas transmissões por satélite, para melhor atender os consumidores do interior.

"A rede na pequena cidade é feita com satélite. E, às vezes, o satélite não tem banda suficiente pra dar vazão àquela estrutura. Vamos então trabalhar com as empresas de satélite para nas próximas licitações ter banda KA no Brasil, que é banda de alta capacidade, para atender esses municípios, onde vai ser difícil chegar fibra, para chegar por rádio. Porque vai ter essa demanda, é natural. Estamos discutindo com TCU o preço. A ideia é fazer [a licitação] este ano", completa o superintendente da SPV.
   

Anatel acompanha expansão da rede 3G para evitar panes


TELESINTESE - WEB - 18/09/09

Por Lúcia Berbert

A Anatel está acompanhando a evolução da rede 3G no país, os investimentos que estão programados e se os planos de expansão estão compatíveis com o crescimento do serviço. Segundo o superintendente de Serviços Privados da agência, Jarbas Valente, a rede de 3G no Brasil foi dimensionada com base nas redes de outros países, com capacidade de tráfego de 2 Gbps, "mas aqui estão sendo consumidos 8 gigabites", disse.

Segundo Valente, 95% desse tráfego estão concentrados em 5% dos assinantes, especialmente pessoas jurídicas. "É uma utilização muito grande da rede e surpreendeu a todos. Vimos que era preciso agir para assegurar a qualidade do atendimento", disse. Entre as providências tomadas pelas próprias operadoras, adotada após reuniões com técnicos da Anatel, estão a de suspender as propagandas sobre o serviço e a de reduzir a comercialização do serviço. "Paralelamente, estabelecemos uma lista de ações a serem feitas para ampliação da capacidade das redes, com o objetivo preventivo de evitar falhas", disse.

Essas ações, que estão em andamento, requerem investimentos em torno de R$ 5 bilhões a mais do que as operadoras programaram, disse Valente. As operadoras já instalaram, por exemplo, 10% mais de erbs (estações radiobases), elevando para quase 50 mil unidades espalhadas pelo país. "Não houve planejamento errado, porque foi baseado na demanda de outros países, mas a demanda reprimida por acesso à internet elevou à estratosferas o crescimento do serviço", disse.

Novas aplicações

Valente ressalta que, nos últimos cinco meses, o número de vendas de 3G, mesmo sem propaganda, aumentou 100%, o que reforça a necessidade de expansão da rede para dar garantia na qualidade do serviço. "Se o cara não consegue nem baixar os arquivos, navegar na internet e nem acessar bancos para pagar contas, imagine com as novas aplicações que estão chegando, como pagamento por celular, rastreamento e outras", questiona.

O superintendente de Serviços Privados da Anatel disse que a procura por 3G não se resumiu aos grandes centros. Nas pequenas cidades, onde o serviço teve que ser implantado, por conta das contrapartidas incluídas no leilão da freqüência, a procura tem sido inesperada. "A previsão é de que metade dos 1.836 municípios fosse atendida até abril deste ano e a outra metade em abril de 2010 e eles já atenderam 1.100 municípios, inclusive com serviço de banda larga, que só estava previsto para daqui a cinco anos", disse.

Para atender a essa demanda no interior, conta Valente, foi preciso criar rede e, principalmente, por satélite e a capacidade de 8 Gbps vai ficar pequena. Por esta razão, a Anatel já está estudando a inclusão das bandas KA, C e KU, de altas capacidades nas próximas licitações de opções orbitais, porque é difícil chegar com fibra nesses municípios. "Já estamos conversando com as empresas de satélites e esperamos fazer a licitação ainda este ano. Depende das nossas discussões com o TCU sobre o preço", disse.

Backbone e frequências

O uso excessivo da rede 3G chegou a comprometer um pouco o serviço de voz, admitiu Valente. A questão, no entanto, informou, está sendo solucionada com o aumento da capacidade da comutação. "Essa também é uma preocupação da equipe técnica que está acompanhando o desenvolvimento das redes das operadoras", disse. Ele advertiu que os trabalhos ainda estão no começo e envolvem também o aumento da capacidade dos backbones e do backhaul municipal.

Depois das soluções de equipamentos, Valente prevê que haverá necessidade de mais banda, caso o crescimento do serviço se mantenha. "Espero que a falta de frequências não atinja a qualidade do serviço até 2014, quando estarão disponíveis", disse.
   

15 setembro 2009

Estudo indica HSPA como propulsor da banda larga móvel


IP NEWS - WEB - 14/09/09

Por Redação

Relatório da 3G Americas também aponta que a HSPA e a HSPA+ se manterão como líderes para a década seguinte e que a LTE será a plataforma do futuro para os negócios de internet móvel em alta velocidade.

Segundo o autor do novo relatório publicado pela 3G Américas e intitulado "Do HSPA ao LTE-Advanced: A Evolução da Banda Larga 3GPP para a IMT-Advanced (4G)", Peter Rysavy, "com as implementações globais da banda larga móvel HSPA, estamos nos aproximando do início de uma nova década que deve trazer muitas inovações para os mercados consumidores e empresariais". O documento analisa a evolução das tecnologias 3GPP de EDGE, HSPA e LTE, suas capacidades e posições em relação as principais concorrentes e como essas tecnologias se enquadram nos planos de desenvolvimento levando à IMT-Advanced.

Também houve destaque para a tecnologia 3G, que demonstrou força e potencial de conectividade de redes sempre ligadas e onipresentes. O resultado mostra o início de uma onda de inovação para o setor que abrange terminais, aplicativos, integração na internet e novos modelos de negócios. "A base sólida das tecnologias de rede é a família GSM - EDGE, HSPA e, num futuro próximo, a LTE - que está impulsionando inovações e a realização de banda larga móvel global", diz Rysavy.

Entre os fatos abordados no relatório, destacam-se como a HSPA Evolution (HSPA+) oferece um plano de implementação com desempenho estratégico para atuais operadoras GSM/HSPA; a inovação constante no desenvolvimento dessa plataforma está realizando o potencial da UMTS, oferecendo a banda larga móvel para o mercado de massa; a LTE é a plataforma de próxima geração mais popular entre operadoras GSM-HSPA e CDMA/EV-DO; A abordagem OFDMA da 3GPP empregada na LTE oferece recursos iguais ou superiores a qualquer outro sistema OFDMA; e como a 3GPP progrediu muito nas pesquisas para estudar os avanços na LTE para preencher os requisitos da IMT-Advanced em um projeto chamado de LTE Advanced.

O relatório explica a grande oportunidade das operadoras GSM-HSPA ao adotar o plano de evolução da 3GPP para a HSPA+. Enquanto sistemas OFDMA como a LTE e a WiMAX atraíram muito interesse, a evolução da HSPA para explorar tecnologias de rádio existente pode aumentar muito seu desempenho e estender a vida de grandes investimentos das operadoras na tecnologia HSPA. As técnicas incluem receptores avançados, MIMO, Continuous Packet Connectivity, Higher-Order Modulation e One Tunnel Architecture, muito recursos já incluídos na padronização do release sete e release oito da 3GPP.

A HSPA e a HSPA+ deverão manter o domínio das assinaturas de banda larga móvel no mundo inteiro no final dessa década e boa parte da próxima. No entanto, declarações de apoio já foram feitas para o próximo passo na evolução da 3GPP, a LTE. Algumas operadoras devem iniciar os testes e implementações da LTE em 2010, entre as quais AT&T, China Mobile, China Telecom, NTT DoCoMo, Verizon e Vodafone.

Hoje, existem mais de dois bilhões de assinaturas, representadas pelo total das bases de clientes atuais de mais de 100 operadoras GSM e CDMA, que já revelaram a sua intenção de implementar redes LTE. "A LTE é a implementação do futuro para o sucesso de operadoras GSM e CDMA, porque oferece velocidades maiores, latência reduzida, maior eficiência de espectro e uma arquitetura da rede core mais plana que qualquer outra tecnologia sem fio", conclui Rysavy.

De acordo com uma previsão da Informa Telecoms & Media, até 2014 a UMTS-HSPA e a LTE devem totalizar 2,8 bilhões de assinaturas - 84,25% do total global, entre os quais 147 milhões de assinaturas LTE. A WiMAX Móvel deve registrar 89 milhões de assinaturas até 2014.

10 setembro 2009

Justiça do Rio obriga teles a venderem 3G com garantia de serviço

CONVERGÊNCIA DIGITAL - WEB - 08/09/09
Da redação

A juíza da 4ª Vara Empresarial, Fernanda Galliza do Amaral, deu ganho de causa à ação da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro movida contra as teles Oi, Tim, Vivo e Claro por elas estarem oferecendo internet banda larga 3G sem se certificarem da real viabilidade técnica para a prestação do serviço.

A ação também critica o fato de as operadoras não verificarem a existência de cobertura do sinal tampouco a adequação do computador do consumidor. Na sua decisão, divulgada no último dia 01 de setembro, a juíza determina que, a partir de agora, as empresas somente poderão vender o produto mediante prévia verificação das condições de instalação e de uso, sob pena de pagarem multa de R$ 2 mil por cada serviço contratado e não-atendido adequadamente.

Ao colocar a internet 3G no mercado de consumo, as empresas em questão devem, no mínimo, adotarem medidas para verificar a efetiva viabilidade técnica para o seu fornecimento. A questão envolve serviço utilizado pela maioria da população, reforçou a juíza na sua sentença.

Nos seis primeiros meses deste ano, a Defesa do Consumidor da Alerj recebeu inúmeras reclamações quanto às práticas pouco ortodoxas adotadas pelas concessionárias na oferta e execução de seus serviços de internet móvel, prestados por meio da tecnologia 3G, especialmente, o acesso à Internet.

Para Sardenberg, a falta de investimentos em rede é generalizada.

Por Miriam Aquino

O presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, está insatisfeito com o volume de investimentos nas redes das operadoras de telecomunicações, que, segundo ele, está abaixo dos compromissos históricos. É um problema generalizado, acusa. Ao fazer um balanço de dois anos de gestão à frente da agência, o embaixador não concorda com os críticos que reclamam da lentidão nas decisões, observando que muitas questõs estavam represadas, até ele assumir, como a licitação da 3G, a mudança do PGO, entre outros. Salienta que a Anatel está passando por uma nova fase e que a reivindicação dos consumidores passa a ter, agora, o mesmo tratamento ao pleito das empresas.

Convencido de que sem autonomia, não há sentido para as agências reguladoras, Sardenberg quer incrementar a luta para preservar esta autonomia, inclusive orçamentária, e pretende melhorar a fiscalização da agência, aprimorar os controles de qualidade do serviço, com pesquisa de opiniáo do usuário, e buscar o modelo de custos.

Tele.Síntese - O sr. poderia fazer um balanço de dois anos de gestão à frente da Anatel?

Ronaldo Sardenberg- Posso começar com o programa da troca do PST pelo backhaul e, consequemente, implementação da banda larga nas escolas: até o segundo trimestre, já estavam conectadas 29 mil das 55 mil escolas.

Tele.Síntese - Mas houve um atraso inicial da Oi, não?

Sardenberg - O desempenho básico é bom, satisfatório, está dentro dos planos. Continua, existe e permanece a meta de até dezembro de 2010 levar a banda larga para todos os municípios.Outro aspecto importante foi a mudança do PGO (Plano Geral de Outorgas).

Tele.Síntese - O sr. achava que o PGO precisava mudar, ou foram as circunstâncias que impuseram a mudança?

Sardenberg - O PGO precisava mudar. O setor muda. E mais do que mudando, ele vai crescendo. Por exemplo: certas previsões de que a telefonia fixa iria desaparecer até agora no Brasil isso não se concretizou. Hoje em dia ainda existem 41 milhões de acessos fixos, número que está estável.

O PGO foi amplamente discutido e criou uma oportunidade para nós prepararmos e lançarmos o PGR (Plano Geral de Regulamentação das Telecomunicações), um esforço técnico notável de todas as superintendências e 50 técnicos. Havia pedido algo um pouco diferente. Entendia que precisava haver uma abordagem estratégica. Fiquei chocado ao notar que na Anatel não havia um certo rumo, indicativo que fosse.

Tele.Síntese - Mas o PGR ficou muito aberto, com metas demais e compromissos demais. Parece que não tem rumo.

Sardenberg - É assim o setor. Adoraria que pudessem existir poucos problemas, poucas questões polêmicas, pois poderíamos dar atenção mais precisa a cada detalhe. Mas o fato objetivo é que isso não é possível, em função da própria evolução tecnológica e em função que o setor cresce rapidamente no Brasil e problemas novos aparecem. Por exemplo: a explosão do tráfego na área de telecomunicações. Há um crescimento muito acelerado do tráfego, maior até do que o crescimento do setor como um todo.

Tele.Síntese - Como está se dando esse crescimento?

Sardenberg - Por exemplo: na 3G o tráfego está crescendo pelo menos duas ou três vezes mais do que o número de acessos. As pessoas estão usando a rede cada vez mais.

Tele.Síntese - A Anatel tem muitos poderes conferidos pela lei geral. O sr. não acha que ela precisa eleger para onde o setor deve caminha?

Sardenberg - Mas houve uma eleição! É o PGR.

Tele.Síntese - Então, por favor, enumere os principais objetivos.

Sardenberg - A cada dois meses nós fazemos um acompanhamento preciso, do qual participam todos os superintendentes, sobre o PGR. Entre as medidas previstas no documento, estamos, por exemplo, fazendo parcerias com os órgãos que representam os consumidores.

Outro item: qualidade do serviço. Realmente precisa ser melhorado. O consumidor brasileiro está tomando consciência. Ele demorou a tomar consciência, porque, para a maioria das pessoas, o telefone é o primeiro aparelho da família, e não se tem muita capacidade de saber se a qualidade do serviço é boa ou má. Como não tinham o serviço, as pessoas ficavam felizes com o fato de terem o telefone e até mesmo de poder tirar a primeira foto de seu filho pelo telefone. Quando se acostumam a usar o serviço. constatam que há problemas de qualidade e que são problemas inadiáveis.

Tele.Síntese - O sr. acha que a Anatel está conseguindo resolver o problema da qualidade do serviço?

Sardenberg - Acho que a agência está conseguindo resolver no sentido de que está dando ênfase cada vez maior a esse tema e, com isso, cria uma nova realidade prática para o setor. Vamos fazer uma pesquisa para auferir a satisfação do usuário para saber sobre a qualidade percebida pelo usuário. A tradição da Anatel era ouvir as empresas, e tinha que ser assim mesmo, pois era preciso trazer os investimentos para o Brasil. Agora, estamos em nova fase. A Anatel precisa estar à frente dos acontecimentos.

Tele.Síntese - O sr. acha que ela está conseguindo?

Sardenberg - Acho que sim, acho que vai conseguir. A Anatel vai ser o melhor lugar do mundo para se trabalhar daqui a uns 10 anos. A agência tem só 11 anos, é muito difícil. A relação da Anatel com o seu mundo, que é o Brasil, é complicada, porque a própria ideia de agência reguladora é complicada, pois ela não é uma ideia nativa, mas de uma determinada conjuntura. E, por isso, aos poucos vai ganhando credibilidade no Brasil.

Outro ponto importante é a revisão dos contratos de concessão, essa questão teria que entrar no PGR de qualquer jeito. O PGR aponta caminhos, pela primeira vez há questões práticas. Dá uma grande segurança a todos.

Tele.Síntese - Ao que o sr. atribui tanto burburinho sobre sua gestão?

Sardenberg - Não vejo tanto burburinho assim. O que há, talvez, são grupos interessados em que eu saia da Anatel, talvez porque eu esteja acertando, não acha?

Tele.Síntese - Mas há um grande cerco sobre a agência. Até o conselho consultivo resolveu questioná-la.

Sardenberg - Esta posição do conselho consultivo foi episódica. Nós vamos corrigir os problemas e passaremos a ter uma interação ativa com o conselho consultivo.

Tele.Síntese - O sr. não acha que a sua gestão é atingida por tantos enforcements de fora?

Sardenberg - Não. Tenho certeza do que estou fazendo. Mas há queixas de que a Anatel é lenta.

Tele.Síntese - Ela está muito lenta.

Sardenberg - Mas estava tudo represado, quando chegamos aqui. Dei intencionalmente uma série de exemplos de coisas que poderiam ter sido resolvidas anteriormente. De uma maneira ou de outra, conseguimos desempantanar a agência.

Tele.Síntese - Mas nunca na história desta agência os conselheiros pediram tantas vistas de processos como agora.

Sardenberg - Por que há muitas matérias. Uma questão pela qual estou batalhando é fazer com que as matérias fiquem pautadas a tempo de serem previamente analisadas pelos demais conselheiros.

Tele.Síntese - A sensação é de que a Anatel está sendo guiada pelas superintendências. O conselho não dá o norte.

Sardenberg - Rejeito completamente esta afirmação. O conselho trabalha em conjunto com as superintendências, mas ele é quem dá o rumo.

Tele.Síntese - Como o sr imagina este país dentro de um ano? O sr quer banda larga para população de baixa renda? Quer celular mais barato? Ou é o ponto extra da classe média a prioridade?

Sardenberg - Claramente não é possível tudo isso em tão pouco tempo. Mas, vamos lá, já que insiste que eu enumere: quero preparar a agência para a convergência; quero qualidade, direito dos consumidores, isto é uma luta. Quero equilibrar o poder das empresas com o poder dos consumidores. Por isso que estamos fazendo a aproximação com o Idec, que nunca houve. Devemos tirar o empantanamento, ir mais a frente.

Mas ressalto que o conselho não é um bloco.

Estou querendo propor ao conselho súmulas para questões recorrentes. Nestes 24 meses, seguramente ficamos pelo menos 18 meses só com quadro membros no conselho, o que dificulta enormemente o processo decisório.

Tele.Síntese - Mas a Anatel está há mais de 12 meses discutindo ponto extra de TV por assinatura. E essa discussão, me desculpe, só interessa a pessoas iguais a mim, que têm mais de um aparelho de TV em casa. Enquanto isso, a agência não aponta qualquer caminho para que pessoas com um único aparelho de TV tenham acesso aos serviços.

Sardenberg - Você é contra isso?

Tele.Síntese - Acho que a Anatel não tem que ficar perdendo tempo para atender a classe A.

Sardenberg - Por quê? Você subscreve então uma teoria de que os ricos podem ser explorados?

Tele.Síntese - Não. Acho que a Anatel não tem é que perder um ano discutindo isso.

Sardenberg - A demora se deve porque este é um assunto muito sério e está-se encontrando dificuldades. Assinatura básica, ponto extra, são exemplos de assuntos que foram criados em uma época diferente da nossa. Agora, a área de TV a cabo está progredindo rapidamente, e não há razão para se dar um tratamento leniente a esse e outros setores. Não se resolveu ainda porque o conselho não é um bloco e há problemas do próprio caminho, lentidão para se preencher os cargos do conselho. Faz parte da vida. Achar que tudo será um mar de rosas, não é o caso.

Agora, há um fato importante: a agência é a mais estruturada e a que lida com problemas mais complicados. A Anatel cuida de um setor que cresce a velocidade exponencial. E mais, a Anatel é um órgão constitucional. Está prevista na Constituição. A emenda Constitucional nº 8 a criou. Você tem que aceitar que a Anatel está fazendo um esforço diferenciado e que tem uma legitimidade diferenciada, até por ser um órgão constitucional.

Tele.Síntese - O sr. não acha que a Anatel está perdendo sua legitimidade?

Sardenberg - De forma alguma. Há um momento especialmente agitado no Brasil, por razões que transcendem a própria Anatel. Não vejo como alguém pode querer deslegitimar esta agência.

Tele.Síntese - Mas diferentes órgãos - DPDC, AGU, TCU, etc, estão aumentando seu poder de enforcement sobre a Anatel.

Sardenberg - Acho que você está com uma visão deformada e microscópica. Não é só contra a Anatel. Os controles são sobre todas as agências. Exemplo: o forum informal dos presidentes das agências estava desativado há algum tempo. Ele ganhou vida nova a partir de 2008, porque o conjunto dos presidentes percebe que é hora de se trocar figurinha.

Você mencionou o conselho consultivo. Até 2008 ele estava desativado. Fazia dois anos que ele não se reunia. Acha que isso aconteceu por geração espontânea? Como se podia admitir uma agência funcionar sem o seu conselho consultivo?

Tele.Síntese - O sr., que lutou pelo resgate do conselho consultivo, não acha que ele, ao rejeitar o relatório da Anatel, não estaria fazendo uma crítica a sua gestão?

Sardenberg - Pode ser e pode não ser. Mas o conselho tem direito de criticar. De minha parte, tenho intenção de estar presente às próximas reuniões, o que parece que foi essa a principal reivindicação de seus membros.

Tele.Síntese - E em relação ao relatório da Ouvidoria da agência, que também tece críticas à Anatel?

Sardenberg - Não li ainda, mas pelo que ouvi, entendo que ele está razoável. Vou examinar com mais cuidado o documento, mas não vejo animosidade com o relatório.

Tele.Síntese - Mas a Ouvidoria acusa a Anatel de não conseguir resolver a contento a questão das multas e ser ineficiente em outras áreas.

Sardenberg - Temos dois documentos - o de sanção e de fiscalização - a serem aprovados pelo Conselho Diretor, que são fundamentais para tratar a questão das multas. Criticam muito a fiscalização da Anatel, mas há poucas entidades no Brasil com uma fiscalização como a nossa.

Tele.Síntese - Mas a fiscalização da Anatel recentemente convocou a mídia para, na frente das câmeras de TV, queimar equipamentos de rádios comunitárias, o que não se coaduna com a função, não acha?

Sardenberg - Foi a Polícia Federal que fez aquilo, mas na hora de pagar o mico, aí falam que é coisa da Anatel. Evidentemente, não sou a favor da abordagem policial. A questão das rádios comunitárias é muito séria.

Tele.Síntese - Alguns empresários afirmam que querem ampliar os investimentos no Brasil, mas alegam que a Anatel precisa colocar à venda mais licenças, pois desde a 3G nada mais aconteceu.

Sardenberg - Há realmente uma nova onda tecnológica que precisa de investimentos, mas também são necessários investimentos na ampliação e fortalecimento das redes no Brasil. Está havendo uma demora na manifestação das empresas, que estão anunciando os investimentos necessários.

Tele.Síntese - O sr. acha, então, que as operadoras não estão fazendo os investimentos necessários?

Sardenberg - O PGR, que você detestou, diz que até 2018, tendo em vista a evolução tecnológica e as demandas por redes, serão necessários investimentos de US$ 250 bilhões. E não há um movimento significativo hoje, como houve a anos atrás.

Tele.Síntese - O que a Anatel pode fazer para mudar esse cenário?

Sardenberg - Dar mais segurança às empresas e buscar agilizar as suas decisões. Manter as portas abertas. Recebo representante das empresas todos os dias.

Mas lembro que estamos adotando medidas para a oferta de mais licenças. A faixa de 450 MHz está sob consulta pública. Está também sob consulta pública a faixa de 2,5 GHz. A faixa de 3,5 GHz já está no conselho diretor.

Tele.Síntese - Embaixador, esta sua denúncia é grave. O sr. acha que só com os instrumentos do PGR a Anatel vai conseguir fazer retomar os investimentos?

Sardenberg - Eu não acho que a Anatel tenha ominucompetência. A Anatel tem a sua área de atuação. A Anatel não pode substituir outros mecanismos de governo. Por exemplo: para todos os problemas que aparecem, as empresas surgem com o argumento de que é preciso reduzir os impostos. Ok. Mas não é o guichê da Anatel que atende a essa demanda. As empresas têm que procurar o guichê adequado. Não se pode imaginar que a Anatel possa fazer tudo.

Tele.Síntese - Resolver a questão de falta de investimento na rede de telecomunicações, não é papel da Anatel?

Sardenberg - Sim. A Anatel está preocupada, o governo está informado. E nós esperamos que cada um faça o seu papel, de determinar a necessidade técnica, pois caso contrário, vai haver um aumento das multas descomesurado.

Tele.Síntese - O sr. acha que a falta de investimento é das fixas e móveis? Ou é um problema localizado?

Sardenberg - É um problema generalizado. É necessário investir mais em rede.

Tele.Síntese - O problema com o Speedy foi, então, falta de investimento?

Sardenberg - Não posso jurar. Pode ser também problema organizacional, de estratégia, gestão da rede.

Tele.Síntese - O WiMAX vai ser contemplado ainda este ano pela licitação da 3,5 GHz?

Sardenberg - Quando cheguei aqui há dois anos, o WiMAX me foi apresentado inúmeras vezes como A solução. Hoje em dia, ele passou a ser mais uma das soluções. A Anatel tem que ter neutralidade tecnológica.

Tele.Sintese - Mas a decisão da Anatel sobre o 2,5 GHZ, que confere 140 MHz para a LTE, não me parece neutra tecnologicamente.

Sardenberg - Ao contrário. A decisão permite que diferentes tecnologias façam a competição.

Tele.Síntese - Gadelha, o secretário de Política de Informatica do MCT, disse recentemente em entrevista a esse portal que o governo está colocando muito dinheiro para desenvolver uma tecnologia nacional para o WiMAX. Quando o governo faz esse movimento, um dos instrumentos para estimular a tecnologia é a aquisição desses equipamentos com tecnologia nacional. Quando a Anatel faz um movimento contrário, e avisa que o WiMAX vai ficar para mais tarde, não é contraditório?

Sardenberg - O governo tem interesse em não ser neutro. Esta é a diferença entre o governo e um órgão de Estado. O órgão de Estado tem obrigação de ser neutro. O governo, por sua vez, tem obrigação de não ser neutro e apoiar a tecnologia nacional.

Tele.Síntese - Mas como a Anatel pode apoiar o governo em seu esforço de estímulo à tecnologia nacional, o que ela nunca fez?

Sardenberg - Hoje entre os condicionantes para a Oi adquirir a Brasil Telecom, está a questão das compras de produtos e tecnologia no mercado nacional. Estamos também com outros órgãos do governo estudando novos mecanismos de estímulo, como certificação, leilão de radiofrequências .

Não é chegar e comprar de empresa nacional. É fazer demanda às firmas que apresentem propostas sobre uma determinada tecnologia, e aí se encomenda a produção futura. É assim que se faz. Esse é o método aceito internacionalmente.

Tele.Síntese - Quem faz essas encomendas?

Sardenberg - As empresas, tudo com as empresas. A Anatel fará a fiscalização. É preciso que se tenha certeza de que o que foi encomendado está no campo das telecomunicações, por exemplo.

Tele.Síntese - No próximo ano, o sr. faz 70 anos, é preciso sair da Anatel?

Sardenberg - Seria um absurdo. A expulsória do Itamaraty, é no dia 8 de outubro, dia que morreu Che Guevara.

Tele.Síntese - Por que o sr. é contrário às reuniões abertas do Conselho Diretor?

Sardenberg - Não sou contra. Mas muitas vezes é necessário que a reunião seja fechada porque ela provoca impactos na bolsa de valores. A LGT assegura às empresas sigilo às questões que as afetam diretamente.

Tele.Sintese - Voltando à Anatel, quais são seus objetivos no comando da instituição?

Sardenberg - Primeiro objetivo: autonomia da Anatel.Preciso trabalhar mais pela autonomia da agência. Não é um conceito que se aprende na escola do Direito, da Engenharia nem da escola da vida.

Tele.Síntese - Por que o sr. acha que a autonomia é importante?

Sardenberg - Bom. Pode nem ser importante. Pode nem haver agência. Elas podem ser transformadas em departamentos de ministérios. Essa experiência já foi feita, e não deu certo.É preciso que as agências existam. E só faz sentido existirem se tiver autonomia. Principalmente, autonomia decisória. Não só autonomia da agência, mas de cada conselheiro, para agir, dentro da legalidade, autonomamente.

Quero que a fiscalização seja melhorada. É preciso mais recursos orçamentários para se equipar melhor e aumentar o número de fiscais. Hoje são 500. A fiscalização é cara, consome muitos recursos. Só podemos treinar melhor as pessoas com mais dinheiro. Em 2008, o orçamento da Anatel foi de R$ 327 milhões Em 2009, R$ 274 milhões, até agora, e LOA (Lei Orámentária) era R$ 343 milhões. Para 2010, estamos pedindo R$ 448 milhões. É claro que a Anatel pode funcionar com menos recursos, mas mais medíocre. A qualidade do serviço precisa melhorar.

Tele.Síntese - E para o país?
Sardenberg - Promover a competição. No regime privado, temos que estimular de maneiras indiretas, como continuar o esforço da portabilidade.

Tele.Sintese - O sr acha que o baixo uso de telefone celular como aqui é um problema? Se deve à VU-M?

Sardenberg - Não só à VU-M. Os preços também estão muito altos. A VU-M é um problema, só a competição resolve.

Tele.Síntese - Mas a telefonia celular é um dos setores mais competitivos do Brasil e do mundo. Como o sr. explica isso?

Sardenberg - Essa é uma boa pergunta. Gostaria de convocar os economistas para me explicarem como é que pode um serviço mudar brutalmente de escala e não mudarem os preços. Existe uma idéia econômica de que quanto maior a escala, mais cai o preço. Mas parece que essa lei só vale ao Norte do Equador. Sugiro que consulte cinco ou seis economistas para explicarem porque no Brasil o preço do celular não cai.

Tele.Síntese - Esta não é uma questão típica de órgão regulador setorial?

Sardenberg - Então vamos ao meu décimo desejo para o próximo ano : temos que implantar o modelo de custos.

04 setembro 2009

Banda larga 3G se aproxima de banda larga fixa



TI INSIDE - WEB - 02/09/09

A banda larga móvel é a tecnologia que apresentará o maior crescimento nos próximos cinco anos. Ela deve crescer 70% no Brasil até 2014, quando, estima-se, somará mais de 60 milhões de acessos (via modem e celular). E já em 2011 ultrapassará a quantidade de acessos de banda larga fixa, que no final de junho eram de 10,8 milhões. A previsão faz parte do primeiro balanço de banda larga móvel, realizado pela fabricante Huawei em parceria com a consultoria Teleco. Segundo a consultoria, essa é uma estimativa conservadora pois há diversos fatores com potencial de desenvolver ainda mais a tecnologia 3G, como o compromisso das operadoras atenderem com 3G os municípios com menos de 30 mil habitantes já a partir de abril de 2010, sendo 15% a cada ano até atingir 60% do total em abril de 2014. Como elementos favoráveis à evolução dos serviços 3G, estariam o compartilhamento do backhaul entre as operadoras, também previsto nos compromissos firmados pelas empresas quando levaram as faixas de 3G, a provável redução da carga tributária dos aparelhos e serviços e a decisão da Anatel de alocar 120 MHz da faixa 2,5 GHz para as operadoras móveis já em 2012 e 170 MHz para 2015. "Isso viabilizará a quarta geração (LTE) da telefonia móvel e influenciará para a queda do preço dos serviços e terminais e popularização do 3G", diz Eduardo Tude, diretor da Teleco, que presta consultoria para as empresas móveis.

Pré-pago

O custo dos aparelhos pré-pagos é um dos principais entraves para o crescimento da tecnologia 3G no país, afirma Tude. O valor de um aparelho WCDMA/HSPA varia de R$ 1,5 mil a R$ 4 mil, enquanto o preço médio do modem equivalente é de R$ 259 (mínimo). Isso acontece pois essa modalidade de serviços, mesmo representando mais de 80% da base total de assinantes no país, não é subsidiada pelas operadoras.

Capilaridade

O levantamento da banda larga móvel encomendada pela Huawei ao Teleco, que será atualizado e divulgado trimestralmente, revela que os serviços de terceira geração estão disponíveis em somente 11,3% dos municípios brasileiros. No entanto, esses poucos municípios representam 62% da população. No ranking dos estados, Rio de Janeiro aparece em primeiro lugar, com 44,6% dos municípios atendidos pela terceira geração. Em seguida vem o Espírito Santo, com 29,5% e São Paulo, com 20,2%.

Da Redação 

Banda larga: acesso por celular já supera modem.



TELESINTESE - WEB - 02/09/09

Por Fatima Fonseca

No segundo trimestre deste ano a quantidade de acessos móveis por aparelhos celulares, 2,1 milhões, ultrapassou o número de acessos à banda larga móvel por modem, que fechou o trimestre com 1,8 milhão. O dado faz parte do primeiro balanço da banda larga móvel realizado pela fabricante Huawei e pela consultoria Teleco. O estudo adotou como conceito de banda larga móvel a definição da UIT que estabelece a velocidade mínima de 256 Kbit/s, utilizando tecnologias de 3G e 3,5G, como WCDMA, HSPA, WiMAX ou EVDO.

Segundo as projeções da Teleco, o crescimento da banda larga móvel será superior a 70% até 2014, com mais de 60 milhões de acessos. No primeiro balanço, divulgado hoje, a consultoria indica que no final de junho, os acessos pela banda larga fixa somavam 10,8 milhões e os móveis 4 milhões. A previsão é de que o acesso móvel ultrapasse o fixo no Brasil em 2011, com um atraso de dois anos em relação à média mundial.

No final do segundo trimestre a banda larga móvel estava disponível em 11,3% dos municípios brasileiros, cobrindo 62% da população. O Estado onde há o maior número de municípios com 3G é o Rio de Janeiro, com cobertura em 44,6% dos municípios. Em seguida vem o Espírito Santo, com 29,5%, e São Paulo, com 20,2% dos municípios atendidos com 3G.

Aparelhos

O levantamento constatou que o preço dos aparelhos 3G ainda é uma barreira para a difusão do serviço, principalmente no segmento pré-pago. Enquanto um modem compatível com a tecnologia WCDMA/HSPDA custa R$ 259 (mínimo), o preço médio de um aparelho nessas tecnologias é de R$ 1,503 e o preço máximo R$ 3,999. Um aparelho só compatível com GSM tem preço médio de R$ 544. No pós-pago o preço cai devido ao subsídio da operadora.

O levantamento, que será realizado trimestralmente, vai avaliar a quantidade de acessos e densidades, cobertura, planos de serviço, e preços dos aparelhos e serviços. E será realizado com base nas informações fornecidas pelas operadoras e em estatísticas da Anatel.

Booklet 3G chegará ao Brasil no começo do segundo semestre de 2010


TI INSIDE - WEB - 02/09/09


O recém anunciado Nokia Bookelet 3G, primeiro netbook da fabricante finlandesa, deve chegar ao Brasil somente no começo do segundo semestre de 2010. As operadoras brasileiras queriam para o Natal deste ano, mas não será possível, informou o presidente da Nokia no Brasil, Almir Narcizo. Ele lembrou que a primeira versão do produto não está preparada para as freqüências usadas no Brasil. E mesmo se estivesse pronto para o País, ainda precisaria aguardar mais 90 a 120 dias para concluir a homologação local.

Segundo Narcizo, as operadoras nacionais estão demandando também o N900, uma espécie híbrida entre internet tablet e smartphone. Porém, para o N900 ainda não há previsão de lançamento no País. Narcizo participou nesta quarta-feira, 2, do Nokia World, em Stuttgart, Alemanha.

Fernando Paiva, de Stuttgart, Alemanha 

03 setembro 2009

Web móvel tem 4 milhões de acessos no Brasil

ADNEWS - WEB - 02/09/09

A fabricante de equipamentos de telecomunicações Huawei fez uma parceria com a consultoria Teleco para elaborar um balanço da banda larga móvel no Brasil

A pesquisa revelou que em junho de 2009 a banda larga móvel esteve presente em 11,3% dos municípios brasileiros, atingindo 62% da população e totalizando 4 milhões de acessos. Isso representa 2,1 acessos de banda larga móvel a cada 100 habitantes. Mesmo assim, o país está abaixo da média mundial que é de 5 acessos a cada 100 habitantes. No Japão, por exemplo, a densidade é de 74 acessos por 100 habitantes.

Porém, o mercado brasileiro deve crescer mais de 70% até 2014, com mais de 60 milhões de acessos. Em comparação à banda larga fixa, a versão móvel deve ultrapassar o número de acessos no Brasil em 2011, em um atraso de dois anos em relação à média mundial.

Para Marcelo Motta, Diretor de Marketing e Soluções da Huawei, diversos estudos mostram a ligação entre a os impactos da penetração de banda larga e o crescimento do PIB, sendo este um dos motivadores para a realização do projeto.

Além do monitoramento da banda larga no Brasil, atividade ligada à atuação da Huawei, este projeto tem a intenção de trazer informações relevantes para operadoras e a sociedade brasileira, afirma. A identificação de gargalos e a discussão de propostas para a contínua evolução deste serviço são fundamentais para o progresso das telecomunicações e da economia de nosso país, conclui Motta.
O estudo também mostrou que o acesso feito à internet móvel pelo celular já é maior que a feita usando modems: 2,1 milhões de aparelhos em uso, contra 1,8 milhão de modems no segundo trimestre de 2009.

Outro dado revelado é que São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais são os estados com maior percentual de municípios cobertos por tecnologias 3G. No total, existem no país 4 milhões de aparelhos 3G em uso, ou 1,7% da base de usuários.

Segundo a Huawei, os problemas da banda larga no País são a baixa oferta de serviços pré-pagos e o preço dos aparelhos, mas que tem um papel a cumprir na ampliação da banda larga no Brasil, incluindo seu uso em netbooks e smartphones.

Informações site Terra

Redação Adnews

Operadoras compartilham rede para expansão da 3G


TELESINTESE - WEB - 02/09/09

Por Fatima Fonseca

As operadoras móveis estão compartilhando a infraestrutura de redes de transmissão para os sistemas de terceira geração e avaliam a possibilidade de compartilhar também as redes de acesso. Segundo Paulo Emílio Faria, diretor de Rede da Vivo, a operadora tem redes de transmissão compartilhadas com a Claro, a TIM e a Nextel na região Sul. Para a expansão nas regiões Norte e Nordeste há um estudo de viabilidade de compartilhamento das redes de transmissão entre todas as operadoras sendo avaliado pelas companhias. Transmissão é a base da 3G, comentou o executivo, que participou hoje do lançamento de um balanço da banda larga móvel no Brasil, realizado pela fabricante Huawei e pela consultoria Teleco. 
  

Preço ainda trava banda larga móvel no Brasil


Terceira Geração - Convergência Digital 
:: Ana Paula Lobo

Durante a divulgação do Estudo Teleco/Huawei de banda Larga móvel no país, nesta quarta-feira, 02/09, na capital paulista, a consultoria revelou que o custo do pacote de 500 MB está mais elevado no Brasil do que em outros países na América Latina.
Aqui, em média, o preço fica em R$ 76,00. Na Argentina, ele cai para R$ 35,40. No Chile, fica a R$ 58.40. O pré-pago é uma oportunidade, hoje, explorada apenas pela TIM. A Claro, segundo Fiamma Zarife, diretora da empresa, lançará o seu pacote para o segmento até outubro. A executiva, porém, não quis adiantar maiores detalhes.
O modelo pré-pago - lançado pela TIM em março deste ano - é usado com maior frequência em outros países da região. A Movistar, do Chile, por exemplo, oferece planos por hora, dia, semana e mês. "Esperamos que essa prática venha para o Brasil o quanto antes porque há uma demanda para isso", destacou o analista do Teleco, Eduardo Tude.
O levantamento sobre o uso da banda larga móvel no Brasil apurou ainda que o modelo de cobrança adotado aqui não é o mais utilizado nos países da região. As teles brasileiras optaram pela cobrança por velocidade de acesso. Já nas outras operadoras da região, houve a opção pela cobrança por volume de dados.
O estudo revela ainda que a banda larga móvel está presente em 11,3% dos municípios brasileiros, cobrindo 62% da população e contabilizando quatro milhões de acessos, entre celulares e modems para internet sem fio. Expectativa do Teleco e da Huawei é de que em 2014, a banda larga móvel no Brasil tenha 60 milhões de acessos ativos, o que significará um incremento de mais de 70%.

02 setembro 2009

Vivo: iPhone 3Gs com preços mais baratos


E-THESIS - WEB - 31/08/09

por Paula Cabral de Menezes

Com a oferta do iPhone 3Gs de 16 GB a partir de R$ 743, contra R$ 999 na TIM e R$ 822 na Claro, a operadora Vivo pretende aumentar sua base de usuários de smartphones dentro de sua base geral, que hoje chega a 47 milhões de clientes. Novas funções e mais velocidade (s de speed), levam a Apple a garantir que os aplicativos rodam duas vezes mais rápidos nesta versão, mas os usuários garantem que jogos ficam até cinco vezes mais velozes. E a câmera agora vem com 3 MP.

Atila Xavier, gerente de Desenvolvimento de Terminais da Vivo, destaca que a função tethering, que permite usar o iPhone como modem - cobrada pelos usuários - foi finalmente liberada pela Apple, após estudos sobre a estabilidade e velocidade da rede da operadora. "A conexão pode ser feita via USB ou Bluetooth e a velocidade fica em torno de 1 MB por segundo".

Outras novas funções disponíveis no 3Gs são a gravação de vídeo, que pode ser enviado diretamente para o YouTube; controle por voz para chamadas e músicas; acessibilidade, com funções para facilitar o acesso a pessoas com deficiência visual ou auditiva, bússola digital que, junto com o GPS, permite ao usuário se orientar pelo mapa sabendo exatamente em que direção está se deslocando; e suporte ao Nike + iPod, que permite ler o pedômetro colocado no tênis.

31 agosto 2009

Crise e sinergia reduzem em R$ 350 mi custo da Oi com rede 3G


VALOR - WEB - 26/08/09

Valor Online

A Oi conseguiu uma redução de custos de R$ 350 milhões nos contratos firmados com a finlandesa Nokia Siemens e a chinesa Huawei Technologies para compra da rede móvel de 3G que será instalada na área de concessão da Brasil Telecom (BrT) e em São Paulo.

De acordo com o diretor financeiro da empresa brasileira, Alex Zornig, as sinergias obtidas com a aquisição da BrT e o cenário de crise internacional beneficiaram a redução dos preços em comparação com o que as duas companhias, separadamente, teriam conseguido um ano antes.

Zornig, que participou de reunião da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec Rio), ressaltou que o contrato foi fechado por um total de R$ 1,3 bilhão. O executivo não fez estimativas se a maior parte da economia de R$ 350 milhões se deveu à crise internacional ou à união Oi-BrT mas lembrou que hoje o poder de barganha da companhia é maior.

Foi um pouco da crise e um pouco porque eles têm interesse de vender para a maior empresa de telecomunicação do Brasil. Esse foi o maior contrato de compra de (equipamento para telefonia) móvel e a gente aproveitou, frisou Zornig.

O diretor ponderou que este ano as reduções de custos decorrentes das sinergias obtidas com a aquisição da BrT já levam a reduções de custos, mas os gastos com investimentos - como a entrada no mercado em São Paulo - ainda impedem que essa queda fique tão visível nos resultados da companhia este ano.

Mas em 2010 vai se ver claramente (a redução de custos), disse. Zornig lembrou que a Oferta Pública de Ações (OPA) feita aos minoritários da BrT depois da aquisição da empresa teve um custo de cerca de R$ 1 bilhão inferior ao esperado.

A adesão foi boa, de 73%, mas a gente tinha estimado um pouquinho mais, 85%, destacou Zornig, acrescentando que muitos investidores preferiram continuar como acionistas para receber papéis da Telemar Norte Leste (TMAR).

(Rafael Rosas | Valor Online)

Acesso à Internet é "calcanhar de aquiles" da 3G


CONVERGÊNCIA DIGITAL - WEB - 27/08/09

Ana Paula Lobo

Quase 60% das reclamações originadas no Procon/SP com relação ao serviço de Terceira Geração estão relacionadas à oferta da banda larga móvel, revelou Evandro zuliani. Para ele, as teles precisam repensar seus modelos de negócios. Isso porque a banda larga móvel representa cerca de 50% dos acessos 3G vendidos no país, segundo dados da Anatel.

"A 3G está começando e a maioria das queixas é ligada ao serviço de acesso à Internet, que não corresponde ao desejado pelo usuário", destacou Zuliani, que participou nesta quinta-feira, 27/08, do 53º Painel Telebrasil, que acontece no Guarujá, no litoral paulista, de painel sobre Qualidade de Serviço e Atendimento ao Consumidor.

Um dos desafios, enumerou Zuliani, das operadoras é, de fato, ampliar a cobertura e delimitar a questão da oferta de serviços - dentro da velocidade vendida ao consumidor, uma vez que a cobertura 3G ainda está aquém da infraestrutura GSM/GPRS/EDGE.

"Quem compra banda larga móvel, quer serviço rápido e nem sempre tem isso. Esse é um desafio para as teles e elas terão que cumprir suas metas e o acordado com o consumidor", sinalizou.

21 agosto 2009

Brasil ultrapassa a marca de 2 milhões de celulares 3G


TELECOM - WEB - 19/08/09

Da redação

Em julho, a Anatel registrou crescimento de 5,6% na base de aparelhos que operam com a tecnologia.

O Brasil ultrapassou em julho a marca de 2 milhões de celulares operando na tecnologia de terceira geração. A Anatel contabilizou ao final do mês passado 2,01 milhões de acessos WCDMA, com crescimento de 5,6% se comparados ao 1,9 milhão do relatório de junho.

A agência mudou a forma de contabilizar os terminais de dados, que agora são computados por velocidade: até 256 Kbps e acima disso, independente da tecnologia, que significa que foram agrupados modems de acesso 3G, EVDO e GPRS. Segundo informações da agência, as velocidades acima de 256 Kbps correspondem às tecnologias 3G e EVDO, que alcançaram 1,98 milhão de acessos em julho. Outros 1,79 milhão de acessos estavam abaixo de 256 Kbps, somando 3,77 milhões de terminais de dados no total. Com a nova metodologia, não é mais possível saber o número de modems 3G em operação no país.

Na participação por tecnologia, a liderança continua sendo do GSM, com 145,8 milhões de acessos e 90% do mercado, inclusive com crescimento frente aos 89,8% do mês anterior. As linhas em CDMA recuaram de 9,95 milhões em junho para 9,52 milhões em julho, com participação de 5,8% da base.

20 agosto 2009

Tecnologia 3G: revolução na telefonia celular


TELESINTESE - WEB - 17/08/09

Por Giovani Pacífico *

Ao pensarmos no termo 3G, fica claro que houveram versões anteriores da tecnologia, já que ele designa a terceira geração das redes móveis. Resumidamente, podemos dizer que 1G refere-se ao sistema analógico de telefonia celular, que era utilizado exclusivamente para tráfego de voz. O 2G presenciou o nascimento do telefone celular digital, cuja tecnologia é muito boa para o tráfego de voz, porém, deixa a desejar quando o assunto é transmissão de dados em alta velocidade. Isto acontece porque o meio utilizado para transmissão de dados é basicamente o mesmo utilizado para transmissão de voz. Ou seja, a largura de banda é limitada.

A partir do crescimento da demanda por tráfego de dados, ficou evidente a necessidade do desenvolvimento de uma tecnologia que permitisse a transmissão e a recepção de dados em alta velocidade. Assim, finalmente chegamos à tecnologia 3G, cuja principal inovação ao usuário de telefone celular é a navegação na Internet sem a utilização de fios, suportando tráfego de dados em alta velocidade e com maior eficiência. A variação da velocidade de um celular 3G é de 384 Kbit/s (Kilobits por segundo) até 7,2 Mbit/s (Megabits por segundo), permitindo o download de arquivos como jogos, músicas e vídeos, além de aplicações como vídeo chamada.

Mas esta tecnologia não se restringe aos telefones celulares convencionais. Utilizando-se modems ou cartões de dados com tecnologia 3G, os computadores e notebooks também podem ser conectados à Internet. Existem também os roteadores 3G, que permitem o compartilhamento do acesso à Internet para diversos usuários.

Diante de tantas alternativas, a tecnologia 3G tornou-se uma excelente opção para a oferta de serviço para banda larga. Além da mobilidade, podemos listar uma grande quantidade de aplicações para esta tecnologia:

- Para as operadoras que não possuem rede de conexão fixa, o acesso 3G é a solução ideal para oferta de banda larga;

- Acesso à Internet em áreas rurais;

- Com a utilização de um roteador 3G, uma operadora pode oferecer o compartilhamento do acesso à Internet para usuários que possuem mais de um computador. Existem ainda roteadores 3G que possuem uma porta para a conexão de um aparelho telefônico tradicional, permitindo a oferta dos serviços de voz e dados combinados num único produto;

- Compartilhamento do acesso 3G em eventos especiais (convenções, feiras e shows, entre outros), onde o acesso à Internet por meio de um ponto fixo muitas vezes não é oferecido devido à falta de infra-estrutura;

- Viajantes em ônibus, trens ou embarcações podem manter-se conectados e desfrutando de todas as facilidades da Internet;

- Alguns roteadores possuem duas interfaces de conexão com a rede, geralmente uma fixa (porta Ethernet) e outra 3G. Deste modo, o usuário estará sempre conectado, evitando os transtornos causados por quedas temporárias na rede de telefonia celular.

Sem dúvida, a tecnologia 3G é uma realidade em centenas de países de todo o mundo e está crescendo exponencialmente no mercado brasileiro.

Porém, como a demanda atual pelo serviço 3G oferecido pelas operadoras é extremamente grande, isto pode acabar causando um gargalo nas redes de telefonia, fazendo-se necessário investimentos em infra-estrutura por parte das operadoras, de modo a garantir um serviço com boa qualidade, sem congestionamentos no acesso à rede e ampla cobertura.

Neste cenário, podemos verificar que a tecnologia 3G possibilita a oferta de novos serviços e inúmeras aplicações, trazendo grandes benefícios para os usuários, além de ser uma nova fonte de receita para as operadoras.

* Giovani Pacífico é gerente de produtos da D-Link para a área de telecomunicações

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