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16 dezembro 2009

Detalhamento da ligação gratuita de celular

Os usuários de celulares pré-pagos – uma massa que responde por 82% do mercado de telefonia móvel no Brasil, estimado em 168 milhões de aparelhos – estão na mira de operadoras e anunciantes em um novo tipo de serviço, que oferece ligações gratuitas mediante a veiculação de mensagens publicitárias. A novidade, desenvolvida pela empresa paulista Freakom, começa a ser disponibilizada para cerca de 70 mil usuários em Londrina, no Paraná, a partir de amanhã. A Freakom fechou uma parceria com a operadora Sercomtel, sexta maior do País, segundo a consultoria da área de telecomunicações Teleco, e pretende chegar aos principais mercados do Sudeste no próximo trimestre. Até o fim de 2010, o objetivo é atingir todo o País.

A proposta é que o usuário do pré-pago, após ouvir um anúncio publicitário de cerca de 30 segundos, ganhe um minuto de conversação gratuita, para qualquer número. "A empresa anunciante banca esse primeiro minuto", explica Jean-Marc Schiffer, criador da Freakom, uma unidade de negócios de seu grupo de comunicação e marketing, o Wertt. Segundo ele, o serviço abre um novo canal de mídia para os anunciantes com os clientes de telefonia, um mercado que cresce a média de 20% nos últimos anos no Brasil. "O potencial da publicidade móvel ainda é pouco explorado no mercado brasileiro."

"Para as operadoras, funciona como uma forma de ativar esses usuários sem crédito, que representam quase a metade do universo dos celulares pré-pagos", avalia. Os que utilizam esses aparelhos para fazer ligações costumam gastar cerca de 40 segundos por ligação, o que justificaria o interesse na "ligação patrocinada", de 1 minuto, acredita Schiffer. De acordo com ele, a companhia está em negociação com as maiores operadoras de telefonia do País, que demonstraram interesse em disponibilizar o serviço.

Em um primeiro momento, o público da nova forma de publicidade será o das classes C, D e E, os principais usuários de aparelhos celulares pré-pago. Na parceria firmada com a operadora Sercomtel, os anunciantes são empresas do setor de varejo e consumo. A ideia, porém, é expandir a inovação para clientes da telefonia fixa no futuro. O serviço desenvolvido pela Freakom já foi patenteado, afirma Schiffer. Segundo ele, solução de tecnologia é inédita no mundo. "Já temos conversas com interessados no exterior", garante.

Segundo estudo recente da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil fechou 2008 como o quinto maior mercado de celulares, com 150,6 milhões de acessos, atrás de China, Índia, Estados Unidos e Rússia. Este ano, deverá chegar a 170 milhões de unidades.

O Estado de S.Paulo.

22 outubro 2009

Jogos trarão aportes de R$ 5 bi em tecnologia



DCI - SERVIÇOS - SÃO PAULO - 05/10/09 - Pg. A11

Erika Sena / Fabíola Binas

Os setores de telecomunicações e de tecnologia da informação (TI) vibraram com a escolha, na sexta-feira, do Rio de Janeiro para ser a sede das Olimpíadas de 2016. A previsão das empresas desses setores é de que a realização dos Jogos trará investimentos de, no mínimo, R$ 5 bilhões, o que abre perspectivas de aquecimento dos negócios para companhias como Embratel, Oi, Intelig, GVT e CTBC, para o fornecimento de serviços.

A previsão entra na conta do giro geral previsto de R$ 102 bilhões com as Olimpíadas, a longo prazo. Os recursos vão abranger 55 setores econômicos, com R$ 30 bilhões em investimentos públicos e privados na infraestrutura olímpica. Incluem-se aí as áreas de turismo e a de transportes - só esta última consumirá aportes de R$ 9 bilhões em metrôs, trens e sistemas rápidos de ônibus.

Em relação às áreas de telecomunicações e TI, o projeto de candidatura - Rio 2016 - mostrou que até dezembro do ano passado 36 empresas de telefonia tinham licença para fornecer comunicação de dados ou serviços de telefonia nacional e internacional de longa distância. Dessas empresas, Embratel, Oi, Intelig, GVT e CTBC podem fornecer os serviços corporativos que o Comitê Organizador vai precisar para suas redes de comunicação de dados, assim como para suas redes de transmissão e distribuição.

A maior parte das instalações existentes [no Rio de Janeiro] já possui infraestrutura de comunicações para fornecer serviços de voz, dados e vídeo, incluindo redundância física com redes de fibra ótica, explica o documento, enfatizando que a rede local pode ser facilmente expandida para atender à demanda dos jogos .

Até 2016, todas as cidades com mais de 30 mil habitantes e pelo menos 50% das cidades com menos de 30 mil habitantes, segundo acordo das operadoras de telefonia móvel, firmado com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), terão acesso a cobertura de terceira geração (3G). Ainda de acordo com o projeto, mais de US$ 2 bilhões foram investidos em infraestrutura e nas instalações dos Pan-americanos e Parapan-americanos Rio 2007, legado que deve contribuir para os Jogos Olímpicos.

Eduardo Tude, sócio diretor do portal Teleco, especializado em telecomunicações, explica que a infraestrutura do Rio é consistente, mas é preciso avaliar a velocidade e a qualidade dos acessos à banda larga. Os turistas da Europa e dos Estados Unidos estarão acostumados com conexões de alta velocidade. As operadoras terão realmente de se preparar, explica.

Turismo

O setor de turismo teve de se mexer para dar conta das exigências do Comitê Olímpico Internacional (COI), especialmente na área de hospedagem, que chegou a ser apontada como uma das fragilidades da candidatura brasileira. Mas o comitê organizador do Rio 2016, garantiu em seu projeto que serão disponibilizados quase 50 mil quartos em hotéis, duas vilas para a área de mídia, acomodação para árbitros e até os navios turísticos. Este número atende quase que exatamente o que foi solicitado pelo COI.

Por isso, um projeto apresentado pela Rede Windsor de Hotéis agradou os organizadores e deve encorpar a área hoteleira do Rio. A rede deve saltar de seus atuais 2,2 mil leitos para 4 mil acomodações até 2012.

Apresentamos cinco projetos, que incluem a reforma, ampliação e a construção de hotéis, comentou com o DCI Paulo Marcos Ribeiro, gerente de Marketing dos hotéis Windsor. As unidades da rede estarão distribuídas entre os bairros de Copacabana, Barra da Tijuca e Flamengo - todas regiões de forte turismo.

Ribeiro explicou que as unidades serão concluídas entre 2010 e 2012, quatro anos antes das Olimpíadas e a tempo de aproveitar a demanda que será trazida por um outro evento esportivo mundial, a Copa de 2014. A rede Windsor não divulgou quais são os montantes a serem investidos. Ela pertence a um grupo de vários sócios - brasileiros e europeus.

De acordo com dados divulgados pela Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), a previsão é de que o número de visitantes estrangeiros durante os jogos olímpicos seja entre 10% e 15% superior ao que será registrado em 2015. Hoje, o Rio de Janeiro é o principal destino turístico procurado por visitantes de fora - 30% dos que chegam ao Brasil, vão o Rio.

Transportes

A área de transportes também está com um gordo orçamento: cerca de R$ 9 bilhões, que serão aplicados no Metrô, trens e ônibus. Conforme o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) serão implantados três sistemas de Bus Rapid Transit (BRT) ou ônibus rápido, que consumirão mais de R$ 2,5 bilhões.

Além disso, mais de 40% da frota do metrô será renovada. Isso deve custar US$ 600 milhões e animar empresas com Alstom e Siemens. No sistema de trens metropolitanos, serão adquiridos mais 120 novos vagões.

13 outubro 2009

Tim anuncia investimentos de R$ 2 bilhões com ação em TV

A Neogama/BBH estreou no último sábado, 26, uma campanha para a TIM estrelada com o Blueman Group. O objetivo do filme de 45 segundos é falar do investimento de mais de R$ 2 bilhões da operadora em qualidade de sinal e estrutura.

Nas cenas, o tema é abordado por meio de uma metáfora visual, com os homens do Blueman Group puxando um gigantesco tecido azul que flutua cobrindo os céus de todo o Brasil em diferentes cenários usando a cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. No áudio a trilha de rock do grupo Jets Overhead que traz na letra "blue is in", para reforçar a cor azul que é a identidade visual da operadora. Ao final a locução final afirma: "É a TIM trabalhando para você ter a melhor cobertura e qualidade de sinal. TIM. Você, sem fronteiras".

Com criação de Alexandre Gama, Isabella Paulelli e Felipe Massis. A direção de criação é de Márcio Ribas e Wilson Mateos. A produtora responsável é a Mixer, sob direção de cena de João Caetano Feyer.

27 setembro 2009

VoIP: Nova regra de interurbanos estimula a competição


IP NEWS - WEB - 21/09/09

Por Alexandro Cruz

Representantes das empresas de telefonia baseada em voz sobre IP afirmam que decisão da Anatel, de acabar com o interurbano em algumas localidades, além de ser benéfica à população, também proporciona melhorias nos serviços de suas companhias e elimina despesas com interconexões.

Anatel extingue interurbano em 446 localidades

Com as alterações no regulamento sobre áreas locais para o Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC), aprovadas na última sexta-feira pela Anatel, além do beneficio à população, as operadoras VoIP também se beneficiaram. Um dos principais motivos é a rapidez para oferecer os serviços de ligação, sem a necessidade do uso de uma interconexão interurbana que também proporciona a redução de gastos.

De acordo com o Diretor Comercial Transit Telecom, Jorge Noboru Nakamura, a decisão é vista como positiva, porque os POPs da operadora estão em áreas que deixarão de ter tratamento de interurbano e passarão a ter tratamento local. Também é favorável à mudança o CIO da Othos, Lucas Reis Medeiros, que enxerga como oportunidade para os negócios devido a possibilidade de aumentar a presença da sua empresa nas regiões.

Como exemplo, hoje, para realizar uma ligação entre as cidades de Santos e Bertioga, no litoral paulista, se cobra uma taxa de interurbana de degrau um (conurbado), uma herança do Sistema Telebrás aplicada às ligações entre municípios da mesma área metropolitana.
Para as operadoras VoIP esse processo é uma desvantagem, porque elas precisam fazer a interconexão interurbana, com outra plataforma, para completar as ligações, o que encarece o serviço em relação a outros planos, pois o custo é repassado aos clientes.

Mas apesar de uma visão bastante otimista, será que as operadoras VoIP conseguirão se manter diante das concessionárias, já que o forte delas é a cobrança reduzida para ligações interurbanas? Segundo Daniel Duarte, presidente da TellFree, os 446 municípios que serão beneficiados equivalem a apenas 10% do total de cidades disponíveis no Brasil para o marcado. "Trata-se de um processo grande para o desenvolvimento e para o mercado de telecomunicações", diz.

O executivo da TellFree acredita que com a decisão, a população será beneficiada, porque surgirão mais ofertas de serviços e a custos menores, sem ter que pagar por um valor agregado. "É bom para o futuro das comunicações, já que as empresas de telecomunicação participam no desenvolvimento econômico do Brasil" afirma Duarte.

"Toda vez que a Agência Nacional de Telecomunicações cria ou revê alguma regra que favoreça uma melhor prestação de serviços por parte das operadoras, isto deve se refletir em benefícios aos usuários também", conclui Jorge Noboru da Transit Telecom.

A Anatel publicou na sexta-feira (18/09) no Diário Oficial da União a Resolução 534, que altera os anexos I e II do Regulamento sobre áreas locais para o Serviço Telefônico Fixo Comutado destinado ao uso do público em geral (STFC), aprovado pela Resolução 373, de 3 de junho de 2004. No total, 446 municípios serão beneficiados com tarifas mais baratas que as de Longa Distância Nacional, em ligações que dispensam a utilização do Código de Seleção de Prestadora (CSP).

23 setembro 2009

Vivo se mantém na liderança, com 29,38% do mercado de celulares




TELESINTESE - WEB - 18/09/09


De acordo com os dados da Anatel, que divulgou hoje o número de celulares habilitados em agosto e o consolidado do ano (164,5 milhões de celulares), a Vivo mantém a liderança de mercado, com participação de 29,38% (48.333.944 de usuários); seguida pela Claro, com 25,45 (41.872.828 ); TIM, com 23,83% (39.211.337) e Oi, com 20,97% (34.508.006). A CTBC tem 502.487 (0,31% do mercado); Sercomtel, 90.640 (0,06%) e Unicel aparece com 19.775 (0,01% de participação). (Da redação)

28 agosto 2009

TIM se reestrutura para venda de aplicativos móveis para empresas


TI INSIDE - WEB - 27/08/09


Uma grande reestruturação está em curso na área de vendas corporativas da TIM. O objetivo é transformar a operadora em um ponto de contato único para seus grandes clientes no que tange soluções móveis. Em outras palavras: a ideia é vender não apenas voz, mas também serviços de valor agregado (SVAs) corporativos, cobrados na conta dos clientes. Vender commodity é fácil. Difícil é vender solução, valor agregado, explica Renato Ciuchinhi, diretor de top clients da TIM.

Até então, a operadora agia de maneira reativa na oferta de SVAs corporativos: quando um grande cliente a procurava solicitando uma solução, a TIM lhe indicava um de seus parceiros certificados. Então o cliente assinava um contrato à parte com o desenvolvedor para a criação de uma solução corporativa móvel. Agora a operadora quer seguir o conceito de one stop shopping, além de realizar uma oferta mais pró-ativa de aplicativos móveis para grandes empresas. Para isso, a equipe de engenheiros de soluções da operadora está sendo especialmente treinada. A venda de aplicativos é mais técnica, mais consultiva. O perfil do vendedor precisa ser outro, explica Ciuchini. Ao todo, são 50 engenheiros dedicados a esse fim. Eles estão neste momento concluindo um trabalho de mapeamento das soluções dos desenvolvedores parceiros, para terem mais clareza do que oferecer para cada tipo de cliente.

A cobrança pelo uso dos aplicativos será feita na conta telefônica. Os ajustes no sistema de billing já foram concluídos. A receita será dividida com os desenvolvedores, mas os percentuais ainda não foram definidos. A expectativa é de que o novo modelo de vendas entre em funcionamento para valer a partir de outubro, informa Ciuchini.

Evento

Ciuchini será palestrante no painel O que vem por aí em mobilidade corporativa?, que acontecerá no dia 9 de setembro, entre 9h e 10h30, durante a segunda edição do Forum Mobile+, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. Participarão do mesmo painel Marcelo Condé, da Spring Wireless; Fernando Pansan, da Vivo; e Julio Ramos, da Microsoft. O evento é organizado pela Converge Comunicações. Para mais informações, acesse www.converveeventos.com.br

Fernando Paiva

10 julho 2009

Smartphones: o que será do futuro?


IT WEB - WEB - 29/06/09

Moda, coqueluche do mercado, mal necessário: não importa a denominação, o fato é que os smartphones viraram realidade no dia-a-dia dos executivos e cada vez mais ganham espaço no mercado - não somente nas economias mais abastadas. Países como Chile, México, Argentina e Brasil assistem a um boom na adoção destes computadores de mão, o que tem forçado fabricantes a inovarem. Afinal de contas, a acirrada concorrência provoca uma corrida dos fornecedores por melhorias que vão desde o sistema operacional, browser, aumento de capacidade de processamento e vida mais longa para bateria até design, facilidade de uso, integração com variados softwares. Isto porque, atualmente, as empresas não buscam apenas um handset para leitura de e-mail. Elas querem integrar banco de dados, CRM, ERP e, assim, ampliar produtividade e dar mais agilidade aos funcionários.

Estudo realizado pela IDC, a pedido da Research In Motion (RIM), uma das líderes no mercado de smartphones, revelou que Chile e Colômbia são os países da América Latina mais adiantados na adoção da mobilidade corporativa. A mesma pesquisa mostrou que a conectividade em trabalhos externos é a funcionalidade número um para os trabalhadores móveis . Argentina e Chile estão na frente quando o assunto é integração de aplicativos como ERP, BI e CRM.

Aos poucos esse movimento ganha corpo no Brasil - impulsionado pelas multinacionais que utilizavam esses dispositivos em suas matrizes e passaram a exigi-los em suas subsidiárias. Há também no mercado brasileiro o nicho de profissionais liberais que descobriram nos aparelhos inteligentes uma forma de economizar recursos e levar o escritório para todos os lugares. Em linhas gerais, o levantamento da IDC mostrou que o País tem uma realidade muito próxima da do México e da Argentina.

Nos Estados Unidos, onde o mercado é mais consolidado, o debate está em questões do tipo: como prover acesso, de quem deveria conseguir acesso e em quais tipos de dispositivos. Pesquisa realizada pela InformationWeek EUA, com 412 profissionais de TI, revelou que dois terços das empresas utilizam ou planejam utilizar aplicativos móveis.

Embora a discussão seja mais aprofundada no mercado norte-americano, entre os latinos, não deixa de ser semelhante. É visível a necessidade de incluir um número maior de aplicativos nestes aparelhos - o que implica em um handset robusto, com alta capacidade de processamento e que, ao mesmo tempo, confira a segurança necessária, já que dados estratégicos trafegam nessa rede. Diante desta situação, a pergunta que a InformationWeek Brasil faz sai do mundo do software e entra no hardware. Como comportar tudo isso? O que será do smartphone no futuro?

Mundo inteligente

Acho que tudo será computação móvel. Para onde vai convergir eu não sei dizer. O futuro é uma tela, mas, se vai ser maior ou menor, no bolso ou na geladeira, será uma questão de escolha. O smartphone já traz na concepção a mobilidade. Não vislumbro uma solução definitiva , divagou Marcelo Zenga, diretor de marketing da Palm no Brasil, sobre o que se pode esperar deste mercado. A ideia de que a inteligência pautará os próximos dispositivos também está na mente de Adriano Lino, gerente de inteligência de mercado da RIM para América Latina. O celular tomou o papel do relógio e do despertador e tomará parte do papel do computador , dispara.

Contudo, nem todas as companhias apostam nesse rumo. A Motorola, por exemplo, entende que sempre haverá espaço para aqueles que apenas querem fazer ligações. A maioria dos entrevistados para esta reportagem concorda, entretanto, que o futuro está em balancear o processamento de informações com a durabilidade da bateria (ou um consumo de energia mais eficiente), permitindo atender a corporações e usuários de maneira mais adequada.

Prova disso é o grande investimento feito em chips para smartphones. A RIM utiliza em seu Bold um processador de 625 Megahertz, um dos mais rápidos do mercado, e a HTC equipa o Touch Pro com um de 528 Megahertz. E a Qualcomm já anunciou a chegada de um produto com velocidade de 1 Giga, mostrando a importância de dar agilidade aos aparelhos. Além disto, as companhias estão preocupadas com a segurança e com o bom uso da energia.

A Apple, com o seu hit iPhone, afirma que vem se preparando para este futuro e para o mundo empresarial desde a primeira versão do aparelho. Em entrevista exclusiva à InformationWeek Brasil, a companhia explicou que, antes de lançar a versão 3G do telefone, avaliou uma série de feedbacks de empresas que utilizaram o primeiro modelo e sugeriram alterações. Algumas se interessaram em testar e fizeram solicitações como suporte VPN e integração com Exchange e, para entrar no mercado corporativo, a Apple preencheu esta lista [de requisições] com o sistema operacional 2 , explicou a Apple. Sobre o processador, a companhia defende que a questão principal concentra-se em como as coisas estão integradas. E concorda que a combinação agilidade e bateria é fundamental.

Henrique Monteiro, gerente de produto da RIM para América Latina, garante que a demanda (por novidades e processamento) é sempre grande. A expectativa, segundo ele, é que o celular traga mobilidade total e em menor porte. Isto significa maior capacidade de processamento, maior banda e menor consumo de energia , diz, confirmando a tendência de balancear os pontos já citados. É preciso simplicidade, velocidade e confiabilidade , completou, ao se referir também à importância da segurança nos dispositivos.

Já na visão de Rodrigo Byrro, gerente de produto da HTC para América Latina, possuir um smartphone tem se tornado essencial. É a extensão da vida corporativa , resume. O executivo vê melhorias para o futuro e diz acreditar em uma integração hardware/software cada vez melhor. A avaliação de Byrro sobre o que vem pela frente passa por mais conectividade. Ele acredita que tudo será web e, assim, o desafio das fabricantes estará no browser e numa tela mais nítida - e não somente no hardware. O navegador já está melhor, mas não como o do PC , admite.

De fato, cada vez mais empresas têm investido em alcançar bons navegadores para que os usuários - corporativos ou finais - sintam-se bem em utilizar a web por meio de um celular inteligente. O popular Opera Mini aparece como um dos casos de sucesso. No entanto, há alguns que pecam pela funcionalidade.

Diversidade de plataformas

Outro ponto crucial no desenvolvimento (e expansão da base) dos smartphones é o sistema operacional (SO), que, muitas vezes, determina a opção de compra por parte do cliente. As apostas da Palm estão no sistema webOS, que deve chegar ao mercado junto com o modelo Pre. Haverá uma pressão maior sobre a conectividade , adianta Zenga. E, enquanto o produto não começa a ser vendido, a companhia, que já liderou este nicho (em 2005, seu sistema operacional detinha 20% do mercado e, em 2007, estava com apenas 12%, de acordo com o Gartner), tenta resgatar seu espaço e prestígio por meio de outras estratégias.

O modelo Treo Pro, por exemplo, voltado às corporações, abandona o sistema operacional Palm OS para adotar o Windows Mobile, algo impensável em companhias como Apple ou RIM. Os fãs da marca migraram para smartphones com Windows, para facilitar operações com os processos da empresa. A Palm entendeu que precisava se adequar a uma nova realidade , explica o diretor de marketing, demonstrando confiança na decisão da fabricante. A reportagem questionou como ficaria a questão do webOS, que tem despertado a curiosidade de muitas pessoas e poderia ser um concorrente do sistema da Microsoft. Hoje, nossa aposta é Windows para mercado corporativo e webOS para usuários finais , argumentou Zenga.

Trabalhar com uma diversidade de plataformas no mercado pouco atrai a Apple e a RIM. Ambas as companhias são focadas em oferecer uma solução integrada e, para isso, não abrem mão dos seus respectivos sistemas operacionais. Apenas observam as movimentações das concorrentes. A essência do BlackBerry está na solução integrada. Não somos hardware, mas fabricantes de soluções , explica Monteiro. Segundo o executivo, cada software lançado é pensado para ser 100% integrado aos demais aplicativos. Ele utilizou como exemplo o Windows Live Messenger, que está conectado à agenda. Queremos uma integração 360º com nossa solução. Não faz sentido fabricar só o aparelho , comenta.

Já no caso da Apple, risos tomaram conta da sala de reunião na sede da companhia em São Paulo, quando a reportagem questionou o uso de plataformas como Android. A resposta: funcionalidades serão contempladas na versão 3.0 do seu sistema operacional, a ser lançado ainda neste ano. Como exemplo, a fornecedora confirma a inclusão da função copiar/colar, um desejo antigo dos clientes. O atraso, justifica a Apple, ocorreu porque a ideia inicial era que as aplicações se conversassem, o que evitaria o copiar/colar. O teclado paisagem também será realidade, assim como uma ferramenta de buscas, por meio do qual, a partir da palavra digitada, o sistema buscará em todos os pontos (como arquivos, pastas e e-mail).

Outra mudança foi a ampliação do push notification. O aparelho não roda várias aplicações ao mesmo tempo, mas algumas precisam de alerta e poucas contavam com esta possibilidade - o que será ampliado. Um bom exemplo desta funcionalidade é o uso de CRM. Se o executivo estiver utilizando qualquer outro programa e houver alguma novidade no software de gerenciamento de clientes, o saberá por meio do alerta, sem necessidade de estar com o software aberto.

Tentando recuperar espaço, sobretudo nos Estados Unidos, a Motorola lançou recentemente um modelo touchscreen. Equipado com plataforma Windows Mobile e interface amigável, o aparelho batizado de Moto A3100 tem como objetivo competir com os hits do mercado. A empresa liderou o mercado de celulares em geral e hoje enfrenta a forte concorrência, segundo institutos como IDC e Gartner. Já sobre o Android, um dos focos da Motorola, Alexandre Giarolla, gerente de produto da fabricante no Brasil, limita-se a dizer que o sistema operacional do Google está alinhado com o que a Motorola colocou no caminho há vários anos , referindo-se ao código aberto.

Assim como a Motorola, a HTC está trabalhando com a plataforma open source do Google, colocando o Android como parte de um movimento estratégico para a fabricante. Mas o gerente de produto para América Latina, Byrro, ressalta que o acordo com a Microsoft se mantém forte e atende bem ao mercado empresarial. Não temos experiência corporativa com Android , assinalou.

Se, no futuro, telefones preparados somente para voz e mensagens de texto serão apenas peças de museus, ainda não há como prever. Afirma-se, entretanto, com precisão que a atenção especial para os celulares inteligentes não é à toa. Pesquisas de mercado, como da In-Stat, apontam que o market share desses equipamentos deve dobrar até 2013, chegando a 20%. E a ABI Research revelou que em 2008 foram embarcados mais de 171 milhões de smartphones. De olho nestes dados, fabricantes movimentam-se para apresentar novidades ao (insaciável) mercado consumidor - e os handsets inteligentes extrapolaram a barreira do corporativo, uma vez que os usuários finais têm se rendido às funcionalidades oferecidas pelos, cada vez mais potentes e atraentes, gadgets.

São Paulo e Salvador lideram pesquisa de cidades digitais

TELESINTESE - WEB - 29/06/09
As cidades de São Paulo e Salvador lideram o Ranking Motorola de Cidades Digitais, que analisou 150 prefeituras da América Latina inscritas no programa. Conforme a pesquisa, há uma grande disparidade no grau de digitalização desses municípios, cuja maioria ainda está em processo de digitalizaçã de suas atividades internas.

Em Salvador, 90% das secretarias estão conectadas em uma mesma rede e 100% delas dividem aplicação. O portal oferece interação entre o município e suas repartições públicas. É possível realizar diversas operações, obter status de solicitações e candidatar-se a concusros públicos, entre outros. Salvador também avança sobre a extensão do acesso por meio de redes sem-fio gratuitas.

Já São Paulo, conta com 99% das suas secretarias interconectadas em uma mesma rede, as quais dividem aplicações. A cidade usa intensivamente tecnologias como sistema de rastreamento, telemetria e transferência remota de dados. Seu website é um verdadeiro portal de interatividade com o município, incluindo opção para realização de operações e acesso a diversos tipos de informações.

As redes sem fio gratuitas da Sâo Paulo estão disponíveis em escolas, que ficam abertas nos finais de semana, além de museus e bibliotecas. Na área de telessaúde as instituições públicas paulistas possuem um sistema de agendamento de consultas (SIGA) que atende a 15 milhões de usuários e agenda 60 mil consultas por dia, das quais 12 mil são especializadas, com confirmação via celular.

Em geral, a pesquisa, realizada pela consultoria argentina Convergencia Research em 15 países da América Latina, demonstrou que os aspectos mais desenvolvidos na região são a digitalização interna: as aplicações administrativas. Entre as repartições públicas, 83% estão interconectadas na mesma rede, e 50% das cidades utilizam mais de uma tecnologia de acesso para conexão. No entanto, as áreas digitalizadas nos governos municipais mostram diferentes cenários. ( Da redação, com assessoria de imprensa)

08 julho 2009

Publicidade móvel vai crescer 45% ao ano

ADNEWS - WEB - 29/06/09
A publicidade direcionada a celulares deve decolar dentro de dois ou três anos, impulsionada por aplicativos em smartphones e pela popularidade de redes sociais.

Executivos que participaram do festival publicitário de Cannes, na semana passada, informaram que as economias emergentes também são promissoras, ainda que a falta de um padrão mundial de telefonia móvel possa desacelerar o desenvolvimento.

À medida que mais consumidores adotam novas tecnologias e aparelhos como os smartphones, a publicidade em celulares deve crescer em média 45% ao ano e atingir os 28,8 bilhões de dólares em cinco anos, ante o movimento atual de 3,1 bilhões de dólares anuais, de acordo com a Ineum Consulting.

Lançamos muitas campanhas de telefonia móvel pela primeira vez, nos últimos três anos. Pessoas novas chegam a cada semana , disse David Kenny, sócio diretor da VivaKi, divisão digital do grupo publicitário francês Publicis.

Redes sociais como Facebook, que estão se tornando cada vez mais móveis , e aplicativos para o iPhone serão propulsores cruciais, ele acrescentou.

David Jones, CEO mundial da Havas Worldwide e da Euro RSCG Worldwide, afirmou que os anunciantes precisavam ser mais criativos para aproveitar plenamente as oportunidades oferecidas pelos celulares.

Se você é interrompido a cada dois minutos por publicidade, isso não será algo que muita gente vai desejar. O setor precisa desenvolver maneiras inteligentes e espertas de atrair as pessoas usando celulares , alertou.

Scott Howe, vice-presidente do grupo de soluções para anunciantes e editoras da Microsoft, previu que a publicidade em celulares responderá por entre 5% e 10% do movimento total de publicidade mundial dentro de cinco anos.

Mercados emergentes como a América Latina ou a África, nos quais as pessoas provavelmente terão um aparelho móvel antes de terem um PC conectado , parecem promissores, Howe acrescentou.

07 julho 2009

Acesso à internet pela TV é desejo dos brasileiros, aponta pesquisa

TELESINTESE - WEB - 29/06/09
Pesquisa realizada a pedido da Intel revela que o brasileiro deseja maior interatividade e serviços na sua TV. Diferente do mercado americano, que é fragmentado e possui idéias formadas a respeito do funcionamento de determinadas tecnologias e equipamentos, os brasileiros estão mais abertos a novas experiências.

A pesquisa aponta que o consumidor brasileiro está interessado em funcionalidades típicas de um computador em uma TV. O Brasil representa o quarto maior mercado de TV no mundo, com 97% de adoção e caminha para se tornar o terceiro maior mercado de computadores pessoais.

De acordo com o estudo da Intel, os brasileiros desejam ter acesso a músicas, fotos e filmes na sua TV além de serviços de vídeo sob demanda, chat e correio eletrônico. Os brasileiros também desejam compartilhar esses tipos de conteúdo de seus celulares e computadores na sua TV através de redes sem fio e compartilhá-los em redes sociais. Essa preferência por redes sociais pode ser comprovada pelo número de internautas com acesso ao Orkut, que ultrapassa 9 milhões por mês. Já no You Tube a quantidade de acesso chega a 4,1 milhões por mês.

Outra aplicação que chamou a atenção dos entrevistados foi a utilização da TV para vídeoconferências devido a sua facilidade de uso, visualização dos familiares e amigos e compartilhamento simultâneo de fotos e vídeos.

De acordo com a pesquisa, as ferramentas ideais de interação para a nova TV digital são Widgets simples e guias visuais, transformando o consumidor no centro da experiência, levando-o a criar, comprar, interagir e participar da criação da presença online.

O novo modelo também deve trazer possibilidades de inclusão de acessórios, tais como caixas de alto-falantes, armazenamento de conteudo, câmeras e teclados que possam ser usados da maneira que o consumidor deseje, revela o estudo. (Da redação, com assessoria de imprensa)

03 julho 2009

Desafios da qualidade



VALOR ECONÔMICO - ESPECIAL - SÃO PAULO - 24/06/09 - Pg. F1

Aumentar a base de assinantes, com cobertura nacional, e oferecer serviços mais atrativos aos usuários, sem perda de qualidade e com mais receita: eis o dilema das companhias brasileiras de telecomunicações, depois de mais de dez anos de operação sob as regras da privatização. É um desafio que está hoje sob fogo cerrado dos consumidores, cada vez mais conscientes de seus direitos, e fiscalizado com crescente rigor por entidades de defesa do consumidor, como o Procon, e de órgãos governamentais, como a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Na segunda-feira, em despacho publicado no Diário Oficial da União, a Anatel decidiu proibir a Telefônica de vender o Speedy, um produto de acesso à internet em banda larga, até que a operadora adote medidas que assegurem a qualidade do serviço.

Desde que houve a privatização do Sistema Telebrás, em 1997, mudou dramaticamente o mapa das telecomunicações no Brasil. O tráfego do sistema de telefonia cresceu exponencialmente, aumentando, por consequência, as exigências dos usuários por acessos com maior velocidade, para transmissão não apenas de voz, mas também de dados na internet e novos serviços multimídia , avalia João Paulo Bruder, analista de telecomunicações da IDC Brasil.

Segundo a Anatel, o número de celulares em operação no Brasil chegou a 157,5 milhões em junho, enquanto o número de telefones fixos alcança 41,7 milhões, e o acesso de banda larga chega a 10,4 milhões de assinantes. As operadoras investiram bastante em infraestrutura, nos últimos anos, mas ainda há espaço para novos investimentos em tecnologias mais avançadas para suportar redes cada vez mais complexas , diz Bruder. No caso das operadoras de telefonia fixa, a perda de espaço para as móveis, na disputa pelo orçamento do consumidor, direciona os investimentos para aspectos inovadores, em termos de atuação.

Tradicionalmente voltada para o mundo corporativo e para a área de telefonia de longa distância, a Embratel, por exemplo, diversificou suas operações e hoje atua em vários segmentos, incluindo serviços de telefonia local, longa distância nacional e internacional, transmissão de dados, vídeo, internet e TV por assinatura, além de oferecer soluções via satélite. Nosso desafio é evoluir para uma empresa que participe do mercado, concorrendo com tecnologias mais avançadas. Essa foi uma mudança difícil, mas conseguimos encontrar um caminho para a Embratel , diz José Formoso Martinez, mexicano que preside a empresa desde o início do ano passado.

No começo da privatização, informa Martinez, a Embratel pagou dívidas pesadas e investiu muito na modernização de suas plataformas de redes, que operavam com tecnologias ultrapassadas. Os patamares de investimentos continuam altos, segundo ele. Em 2006, a Embratel investiu mais de R$ 1,4 bilhão na expansão de sistemas, desenvolvimento de novas tecnologias, contratação de nova geração de satélites e melhoria do atendimento aos clientes. Em 2007, os investimentos somaram R$ 1,2 bilhão, e em 2008 foram mais R$ 1,8 bilhão. No primeiro trimestre de 2009, foram outros R$ 400 milhões. Isso deu maior presença da empresa no mercado , confia o executivo.

Já são mais de 5,8 milhões de linhas de telefonia fixas, cerca de 30 mil km de fibras ópticas, quatro satélites geoestacionários para comunicações domésticas e internacionais e o serviço Net fone, uma solução triple play com assinatura de TV, internet banda larga e telefone fixo, em parceria com a Net, fechou em março com 181,9 mil clientes. A próxima geração de investimentos terá como foco o crescimento da banda larga. Temos uma grande oportunidade de negócios , diz Martinez.

A GVT, outra operadora de telefonia fixa, também buscou o caminho da inovação. Já em outubro de 2007, a empresa tomou a decisão de não comercializar acesso de banda larga em velocidades abaixo de 1 Mbps. E em março, lançou um pacote de acesso com 10 Mbps de velocidade a R$ 59,90, uma associação de velocidade e preço inédita em telecomunicações. Em 2000, a companhia implantou uma nova forma de tarifação em telefonia fixa, a cobrança por minutos ao invés de pulsos, que se tornou realidade em todo o mercado apenas em 2007 por força da regulamentação.

A GVT também fez movimentos fortes de expansão geográfica, passando a atender os Estados de Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo. Hoje conta com cerca de 2 milhões de assinantes, 30% a mais que em 2008. Pelo menos 148 mil assinantes vieram com o novo sistema de portabilidade. Nosso próximo desafio é construir uma rede de alta qualidade para garantir serviços de voz, não de dados, para nossos clientes , diz Alcides Troller Pinto, vice-presidente de marketing e vendas da GVT.

Na área de telefonia móvel, que já representa mais de 50% das receitas do setor de telecomunicações no Brasil, os investimentos estão concentrados no aumento da capacidade da infraestrutura para suportar o avanço rápido e crescente da base de clientes. Já ultrapassamos a marca de 40 milhões de clientes, e manter um serviço de atendimento 24 horas por dia, sete dias por semana, para tamanha audiência, é um desafio muito grande , diz Miguel Cui, diretor de clientes da Claro, subsidiária da América Móvil para o Brasil, que faturou R$ 11,5 bilhões em 2008. Temos equipes técnicas de alto nível profissional, serviço de manutenção constante de toda rede, e investimos fortemente para manter essa infraestrutura em pleno funcionamento , afirma. A empresa não divulga os investimentos em tecnologia, mas se diz preparada para atender os níveis de exigências dos seus clientes e dos órgãos reguladores e de fiscalização, como Anatel e Procon. 

Nova geração de usuários é principal desafio das teles


VALOR ECONÔMICO - EMPRESAS & TECNOLOGIA - SÃO PAULO - 24/06/09 - Pg. B3

Um jovem de 21 anos prestes a entrar no mercado de trabalho já disparou, em média, 250 mil e-mails, torpedos via celular e mensagens instantâneas. Todos os dias, o número de SMS (as mensagens de texto do telefone móvel) enviados e recebidos no mundo todo supera a população mundial. E, para não deixar por menos, a cada três segundos, 500 palavras são adicionadas à enciclopédia virtual Wikipedia.

Dados como esses listados acima são exemplos de uma mudança de comportamento que está esquentando a cabeça dos executivos de empresas de telecomunicações. Começa a emergir uma geração de consumidores que entendem de tecnologia, querem estar conectados à internet o tempo todo e, com a mesma facilidade, aderem a modismos e os abandonam sem pudor - se a onda do momento é a rede de microblogs Twitter, o mundo virtual do Second Life soa como coisa do passado.

As companhias têm de percorrer um processo de aprendizado. Por exemplo, não sei se existe algum modelo de negócios por trás do Twitter, mas o fato é que agora as empresas têm que aprender tudo sobre ele, afirma Jeffrey Cole, diretor do Centro de Futuro Digital da Universidade do Sul da Califórnia e um dos maiores estudiosos do comportamento dos consumidores de tecnologia.

Cole participou ontem de um fórum de inovação que a Ericsson realiza nesta semana em Estocolmo para jornalistas do mundo todo.

É inegavelmente sintomático que, a despeito do tema, quem dá o tom do evento não são tecnologias recém-descobertas nem promessas de um futuro muito distante. O que está em pauta, acima de qualquer coisa, é de que forma utilizar conceitos e infraestruturas já existentes para entender esse novo consumidor e oferecer serviços nos quais ele tenha interesse.

Não é tarefa das mais fáceis - tanto que laboratórios como o de Cole, na Califórnia e o dirigido pela professora Kristina Hook na Universidade de Estocolmo debruçam-se sobre o tema há anos e não têm grandes respostas prontas.

As empresas precisam ser mais abertas à experimentação, avalia Martin Korling, diretor de serviços da Ericsson, cargo responsável pelo estudo do comportamento do consumidor. Para ele, o novo cenário é desafiador e requer mudanças na postura das companhias. Não dá mais para apenas perguntar o que as pessoas querem. É preciso colocar em teste novos serviços e produtos para que elas possam decidir. Às vezes, as pessoas também não sabem o que querem antes de você oferecer alguma coisa para elas.

A estratégia envolve uma boa dose de riscos, afirma o executivo. Afinal, gasta-se dinheiro para desenvolver produtos que podem ser rejeitados. Por outro lado, quando os consumidores acham alguma inovação interessante, você já tem uma posição no mercado, pondera Korling.

Há quem prefira se manter alheio a esses caminhos sinuosos. A Telenor, empresa que controla 13 operações de telefonia móvel na Europa e na Ásia, faz uma aposta mais conservadora. Preferimos nos concentrar no nosso foco, que é oferecer infraestrutura de acesso, afirma o presidente da Telenor Suécia, Lars-Ake Norling. Não vamos nos aventurar a desenvolver conteúdo.

Decifrar as preferências do consumidor pode ser difícil, mas Cole, da Universidade do Sul da Califórnia, afirma que há algumas pistas. Elas são fruto das pesquisas que o professor desenvolveu nos últimos nove anos em 30 países. A primeira lição é que as redes sociais - como MySpace e Orkut - são tão importantes para os jovens quanto o mundo real. A segunda conclusão é que as indústrias de filmes e músicas vão sobreviver, mas como negócios menores. A última tendência apontada nas pesquisas feitas por Cole mostra que os consumidores começam a aceitar anúncios publicitários para pagar pelo conteúdo que acessam. A recessão ajudou a mudar esse comportamento, avalia.

Essas transformações não passam despercebidas das companhias, que enxergam no novo ambiente possibilidades de diversificar seus negócios.

Mais conhecida como provedora de equipamentos para redes de telefonia, a Ericsson tem apostado em um novo campo de atuação: o desenvolvimento de tecnologias que auxiliem a oferta de serviços multimídia pelas operadoras. Outro alvo dos esforços mais recentes da companhia sueca é a criação de sistemas que possibilitem ao consumidor acessar o mesmo conteúdo, da mesma forma, seja numa rede de banda larga fixa ou móvel. A empresa também aposta na conexão de equipamentos - como carros e câmeras fotográficas - por meio das redes de celular, um movimento que deve multiplicar o tráfego na infraestrutura das teles móveis.

A estimativa da Ericsson é de que haverá, em 2020, cerca de 50 bilhões de dispositivos e pessoas conectados por meio da telefonia móvel. Hoje, há 4 bilhões de usuários de celular no mundo.

Hakan Eriksson, vice-presidente de tecnologia da empresa sueca, afirma que não é possível acertar a mão todas vezes, mas é preciso seguir experimentando. Às vezes você leva 30 anos para que uma tecnologia vire sucesso do dia para a noite, diz.

A repórter viajou a convite da Ericsson

30 junho 2009

TIM volta-se para os pequenos negócios

 
VALOR ECONÔMICO - EMPRESAS - SÃO PAULO - 08/06/09 - Pg. B2
 
A criação de uma área específica para atendimento a pequenas e médias empresas pode tornar a meta da TIM de conquistar 1 milhão de clientes pós-pagos neste ano um desafio um pouco menos difícil. Queremos ser a opção em telefonia fixa, móvel e internet para esse segmento , diz Rogério Takayanagi, diretor de marketing da operadora.
 
O movimento faz parte do processo de reestruturação da operadora para recuperar o espaço perdido em 2008. Em setembro, a Claro ultrapassou a TIM em número de linhas ativadas, passando a ocupar a segunda colocação no ranking da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
 
Agora, para ajudar na retomada, a TIM desmembrou a área de atendimento ao mercado de empresas. Foram criadas duas equipes de atendimento: uma dedicada a grandes contas (batizada de Top Clients) e outra às companhias de menor porte (TIM Business). Para o extrato mais alto, o atendimento tem um perfil consultivo, com criação de ofertas caso a caso. Para as empresas menores, a proposta é oferecer produtos de prateleira .
 
As pequenas, médias e microempresas entraram no foco da TIM, diz Takayanagi, porque apesar de representarem mais de 98% dos negócios no país ainda não contam com produtos dirigidos a suas necessidades.
 
Para reforçar a presença no segmento, a TIM criou pacotes cujos grandes atrativos são o preço e a integração dos celulares com os telefones fixos - área em que a TIM começou a atuar em 2007. Uma das ofertas tem preço inicial de R$ 24 por 200 minutos de telefonia fixa. Em outro pacote, é possível fazer ligações de graça para telefones fixos e móveis.
 
O resultado fraco obtido em 2008 levou a operadora a colocar em prática uma série de mudanças internas, além de modificar sua comunicação com o mercado. Além de nomear um novo presidente, o italiano Luca Luciani, a TIM procurou redução de custos e cortou em 30% o número de diretores de primeira linha. Temos uma estrutura organizacional bem mais leve que no ano passado, e isso nos dará agilidade para trabalhar as novas ofertas para o mercado corporativo , diz Takayanagi.
 
A TIM saiu na frente no mercado empresarial por ser a única empresa com cobertura em todos os Estados e contar com a tecnologia GSM antes das rivais. À medida que as outras operadoras completaram suas redes e adotaram o padrão, no entanto, ela perdeu competitividade. Agora, para recuperar-se, a tarefa de fortalecer os contratos empresariais ganhou destaque na companhia.
 
Recentemente, Luciani reforçou as estimativas da TIM de atingir faturamento líquido de R$ 14,4 bilhões em 2009, o que significa elevar a receita para R$ 3,8 bilhões em média por trimestre até o fim do ano. Segundo a Anatel, a TIM contava com 36,4 milhões de linhas ativas em abril.
 
 

18 junho 2009

Mapear consumidor via celular é a nova tendência em marketing

META ANÁLISE - WEB - 17/06/09
Estratégia permite a identificação de quais lugares o usuário frequenta, onde mora e trabalha, sexo, faixa etária, entre outras informações que permitem a definição de potenciais consumidores e a criação de publicidade segmentada.
Uma das grandes apostas estratégicas do mercado de telecomunicações é investir no desenvolvimento de tecnologias capazes de decifrar o comportamento humano por meio do uso dos celulares, uma vez que esses aparelhos fornecem diversas informações sobre seus usuários.
O mecanismo funciona da seguinte forma: as operadoras captam o sinal do aparelho em uso e conseguem identificar, imediatamente, a localização do usuário - o que significa que é possível acompanhar a movimentação deste consumidor.
Por isso, cada vez mais as empresas estão descobrindo a possibilidade de oferecer produtos e serviços com base no deslocamento dos usuários, afinal, a estratégia permite a identificação de quais lugares o consumidor frequenta, em que horário, onde mora, trabalha, etc. Dependendo do tipo de movimentação do usuário é possível até mesmo saber o seu sexo, faixa etária, classe social, com quem se relaciona, que dia da semana costuma fazer determinadas atividades, etc , explica Rafael Siqueira, CTO da LBS Local, proprietária dos portais Apontador e MapLink.
De acordo com o executivo, as empresas estão sempre buscando novas formas de publicidade que consigam impactar, de maneira customizada, o consumidor. E, com a contextualização da localização e do tempo (horário), as possibilidades de uma publicidade segmentada e relevante são infinitas , afirma o CTO.
Por exemplo, um usuário que costuma passar sempre por determinado local ao meio-dia, pode ser impacto por anúncios de restaurantes da região. Se esta pessoa passa sempre pelo local a noite, pode receber anúncios de shows, eventos, filmes com o seu perfil de interesse, etc. Até mesmo quando um usuário chegar em uma outra cidade, o celular consegue detectar a localidade e enviar a previsão do tempo para os próximos dias, oferta de hotéis e restaurantes da região, aluguel de veículo. As possibilidades de impactar os usuários são infinitas quando eles são mapeados , defende Siqueira.
E muito se engana quem pensa que esta é apenas uma tendência futura. A LBS Local lançou recentemente, para a construtora Tecnisa, o Tecnisa Mobile, primeiro aplicativo para iPhone do mercado imobiliário, e está lançando o Apontador Cinema, no qual o usuário tem acesso, em tempo real, a informações sobre os filmes que estão em cartaz em mais de 100 cidades do Brasil. Segundo Siqueira, os próximos aplicativos trarão informações de táxis, teatros, shows, postos de combustíveis, etc.
Recentemente, a empresa também lançou para usuários do iPhone um aplicativo que informa dados sobre o trânsito nos principais corredores das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Já estamos entre 60 e 70 mil downloads do aplicativo no iPhone. Desde seu lançamento, em novembro, o aplicativo figura entre os 40 mais baixados na loja do iTunes no Brasil , comemora o executivo, ressaltando que o sucesso trouxe um patrocinador para a plataforma, que com a publicidade conseguiu aumentar em dez vezes o tráfego na versão mobile de seu site. As versões do aplicativo para Android e Blackberry já estão em desenvolvimento.

22 maio 2009

Setor de telecomunicações precisa mudar, ou vai perder

ADNEWS - WEB - 21/05/09
As operadoras europeias de telecomunicações estão enfrentando uma batalha perdida, caso continuem a se apegar ao seu atual modelo de negócios, e terão de se reinventar, ainda que o processo possa demorar alguns anos, disseram executivos do setor.
"O mercado de telefonia móvel está aberto a perturbações; é um mercado inflado, os custos são altos, o número de funcionários é excessivo, há produtos demais e as mensagens que envia ao consumidor são confusas", disse Frank Meehan, presidente-executivo da INQ, durante o Reuters Global Technology Summit, em Paris.
Ainda que as operadoras europeias de telecomunicação não tenham sofrido demais com a recessão, a pressão vai crescer, vinda de clientes que se comunicam via redes sociais como o Facebook ou o serviço de telefonia via Internet Skype, e exigirão aplicativos que funcionem em um único aparelho.
"É uma ameaça ao modelo de negócios que o setor emprega... Pode-se ver como ameaça... Mas também se pode aproveitar a situação... Acredito que a Skype represente na verdade uma oportunidade", disse Stan Miller, diretor da divisão internacional do grupo holandês de telecomunicações KPN.
Miller conseguiu reverter a situação da E-Plus, a marca da KPN na Alemanha, bem como a da BASE, na Bélgica, abandonando o modelo de subsidiar as vendas de aparelhos e optando por tarifas baixas e simples, em 2005."Acredito que as operadoras ainda continuem a funcionar apesar da Skype. As operadoras de telefonia fixa continuam a ganhar muito dinheiro, embora a Skype esteja em toda parte", disse Meehan, da INQ.
Miller sugeriu que os grupos de telecomunicações não deverão se beneficiar de oportunidades caso continuem a trabalhar como se nada tivesse mudado. "Einstein afirmou que a definição de insanidade é fazer tudo do mesmo jeito e esperar resultados diferentes", acrescentou.
Frank Esser, presidente-executivo da SFR, a segunda maior operadora de telefonia móvel francesa, controlada pelo grupo francês de mídia Vivendi e pela Vodafone não vê vantagem em trabalhar com a Skype.Perguntado se conseguia ver a Skype como oportunidade e não ameaça, Esser parou para pensar e respondeu: "Creio que não."Mas a nova face da indústria não emergirá nos próximos três ou quatro anos. Porém, quando surgir, as gigantes concessionárias de telecomunicações poderão fazer parte do quadro. "Não vai acontecer amanhã. Vai exigir muita transformação e muito tempo", afirmou Miller.

Vivo vende a ideia de que conectado você pode mais

BLUE BUS - WEB - 21/05/09
Um garoto fotografa com o celular uma cadeira fabricada por seu pai, manda a foto para os amigos e acaba ajudando o pai a receber uma encomenda para produzir várias cadeiras. Esse é o enredo do comercial Pai e Filho criado pela Africa para a Vivo para promover a idéia de estar conectado para aproveitar oportunidades. O filme é parte da campanha institucional que inclui ainda midia impressa e internet, com o hotsite conexaocomonenhumaoutra. Clique na imagem abaixo para ver o comercial no canal do Blue Bus no YouTube.

21 maio 2009

Oi explora sucesso das redes sociais no Brasil


TELETIME ONLINE - WEB - 21/05/09
Redes sociais já desempenham papel mais importante que o acesso a emails no cenário da internet mundial. Em média, enquanto 65,1% dos usuários mundiais de internet acessam emails, 66,8% acessam redes sociais. E o Brasil é o líder absoluto em redes sociais, com 85% de seus internautas que acessam pelo menos uma rede social, lembrou o gerente de conteúdo e aplicações da Oi, Gustavo Alvim, no painel de abertura do 8º Tela Viva Móvel.


Com tamanho universo a ser explorado, a Oi colocou links em seu portal WAP para as principais redes sociais e fechou parceria com o Google para permitir o envio e recebimento de recados do Orkut por SMS. Além disso, a Oi decidiu investir no desenvolvimento de redes sociais próprias. Lançamos em 2002 o Bate-papo no seu Oi via SMS; e em 2004, o Pegação, via WAP e SMS, e que já possui uma média de oito mensagens por usuário ao dia, detalha Alvim.


Outros exemplos são as comunidades Vc na Tela, em que o cliente faz upload de conteúdo para compartilhamento e é remunerado por download; e a "Oi Novo Som, rede social de música com perfis e conteúdo gratuito de mais de 2,5 mil bandas, que são remuneradas por cada download efetuado e ganham divulgação nas diversas plataformas da operadora.


Como o volume de acesso a redes sociais é muito expressivo, é natural que venhamos a explorá-las como mídia, mas em uma relação viral da marca com o cliente e de cliente para cliente, muito diferente do modelo de mídia de massa, avalia Alvim.


MSN


Também tem rendido bons frutos a parceria entre Oi, Microsoft e Gemalto que embarcou o aplicativo MSN Messenger nos chips da operadora. Lançamos o serviço no final de 2008 e alcançamos uma média de 17 mensagens trocadas por usuário ao dia. Uma média bastante significativa se levarmos em consideração que o cliente só usa o serviço quando não está na frente do computador, diz.

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