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07 outubro 2009

Versões de sites para celular evoluem

FOLHA ONLINE - WEB - 27/09/09 - Paula Reverbel

Eles buscam conquistar o cada vez maior número de usuários desses celulares: até no Brasil, o número de internautas que usam banda larga móvel vai passar o de usuários de internet rápida fixa. Tudo bem que isso só vai ocorrer em 2011, de acordo com o Balanço Huawei.

Em junho último, por exemplo, o Orkut lançou no Brasil uma versão especial para celulares mais sofisticados.
Feito para smartphones como o Nokia N95, o Nokia 6300 e o Sony Ericsson W580i, ele permite o upload de fotos diretamente do celular e acessa recados enquanto está off-line, entre outras funções.

Foi uma evolução de projetos do Orkut, segundo site mais acessado no Brasil. No ano passado, a rede social lançou uma versão móvel em que a página principal apresentava os recados mais recentes, aniversários e atualizações de amigos.

O Google, líder em acessos no país, oferece uma versão para smartphones de seu agregador de notícias, o Google Reader. O destaque é a compatibilidade com alguns do mais modernos celulares com tela sensível ao toque. Qualidade semelhante é a tônica da versão móvel da rede social Facebook.

O iG tem uma versão do site especialmente feita para o iPhone. Nela, o usuário pode acessar com facilidade as últimas notícias, vídeos e outros conteúdos. Antes da versão móvel, o iG já tinha uma versão otimizada das suas colunas, que contavam com recursos touchscreen (navegação pelo toque na tela), dirigida a quem usa smartphones.

O UOL também possui uma versão sintetizada em que aparecem 11 manchetes seguidas do menu sintetizado do site. Pode ser visualizada por qualquer celular com acesso à rede, independente de tecnologia 3G.

Vídeos

O YouTube lançou, em agosto, um site específico para celulares que possuem navegadores mais incrementados, como é o caso do iPhone (Apple), do G1 (HTC) e do Palm Pre.

Aplicativos gratuitos podem ser instalados nos celulares com Windows Mobile e no Nokia S60 para que os vídeos carreguem mais facilmente.

Mas, desde o ano passado, o portal possui uma versão móvel simples, que permite acesso à própria conta e aos seus canais prediletos. É possível fazer upload de vídeos por meio do celular.


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Notícias sobre Telecom no Brasil?
ACESSE:
http://BillingeInterconexao.blogspot.com

23 setembro 2009

Banda Larga móvel: Teles pisam no "freio" à pedido da Anatel



CONVERGÊNCIA DIGITAL - WEB - 18/09/09

Luís Osvaldo Grossmann

A rede das operadoras é inadequada para suportar o volume de tráfego de dados pela banda larga móvel, baseadas na 3G. Segundo informações que as empresas passaram para a Anatel, a infraestrutura está subdimensionada, pois esperava um volume de dados quatro vezes menor que o atual.

"A demanda no Brasil está fora do padrão mundial. A rede foi desenhada com base na demanda internacional, de 1 Gigabyte a 2 Gigabytes por mês por usuário. No Brasil, a demanda média é de 8 Gigabytes por mês", afirma o superintentente de Serviços Privados (SPV) da Anatel, Jarbas Valente.

Ele revela que há cerca de oito meses, a SPV começou a discutir com as empresas o fortalecimento das rede, quando, segundo Valente, a agência "percebeu que o serviço 3G começou a degradar".

Essa degradação, porém, foi além do próprio 3G. "Quando começou o uso excessivo da banda larga móvel, começou a prejudicar a voz. Por isso que a gente chamou as empresas. E o problema não é só na central, mas nos backbones, porque neles também passa voz digitaliza", diz Jarbas Valente.

"Houve uma avalanche de vendas do 3G, acima de todas as previsões, inclusive das nossas. E com uma demanda média de 8 Gigabytes que surpreendeu a todos. As empresas até pararam de fazer publicidade até averiguar a infraestrutura básica", explica.

Daí decidiu-se, em consenso, reduzir o ritmo das vendas e reavaliar a engenharia da rede. "Dissemos às empresas: nós percebemos isso, vocês também perceberam. Vamos pisar no freio, juntos, vamos olhar como foi projetada a rede, vamos reprojetar a rede e preparar para o consumidor não ser prejudicado."

O esforço, naturalmente, implicou em investimentos acima dos planejados. Segundo Valente, "o investimento que elas [operadoras] estão fazendo é enorme. Tem empresa que está investindo, no mínimo, R$ 1 bilhão. No geral, são R$ 4 bilhões ou R$ 5 bilhões acima do que elas tinham previsto".

A agência chegou a montar dois grupos, um técnico e um estratégico, para manter reuniões mensais de acompanhamento e avaliação junto às operadoras. Nas contas do superintentente, houve empresa que já instalou mil novas estações radiobase (ERB) novas. E, no geral, ele acredita que o número de 46 mil ERBs do país já foi ampliado em 10% devido a esse esforço de adequar a infraestrutura à demanda.

Satélites

Como a demanda é grande onde quer que se ofereça 3G, a SPV acredita que deve ser ampliado o espaço de banda disponível nas transmissões por satélite, para melhor atender os consumidores do interior.

"A rede na pequena cidade é feita com satélite. E, às vezes, o satélite não tem banda suficiente pra dar vazão àquela estrutura. Vamos então trabalhar com as empresas de satélite para nas próximas licitações ter banda KA no Brasil, que é banda de alta capacidade, para atender esses municípios, onde vai ser difícil chegar fibra, para chegar por rádio. Porque vai ter essa demanda, é natural. Estamos discutindo com TCU o preço. A ideia é fazer [a licitação] este ano", completa o superintendente da SPV.
   

Celulares responderam por 3,9 milhões dos novos acessos telefônicos em domícilios


TELECOM - WEB - 18/09/09

da Redação

Dados do PNAD, do IBGE, mostram que conexão à Internet aumentou para 23,8%

A telefonia celular teve uma participação significativa no avanço do número de domicílios que passaram a contar com telefone no ano passado. De acordo com dados do PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), feito pelo IBGE, de 2007 para 2008 mais de 4,4 milhões de domicílios passaram a contar com acesso telefônico. Desse total, 3,98 milhões são referentes à chegada de telefones móveis nas residências. O levantamento também mostrou o avanço das residências conectadas à Internet, com crescimento de 20% para 23,8% do total de domicílios.

No total, 47,2 milhões de domicílios passaram a contar com um tipo de telefone, o que representa 82,1% de todos os domicílios analisados, crescimento de 5,3 pontos percentuais sobre o ano anterior. As residências com acesso telefônico via celular atingiram 21,7 milhões, 37,6% do total de domicílios com conexão telefônica.

No caso da Internet, o PNAD apontou que dos 17,95 milhões de residências com computador 13,7 milhões estão conectados à Internet. A região Sudeste continua concentrando a mior parte deles, respondendo por mais da metade dos domicílios com computador (10,2 milhões), dos quais 7,8 milhões tinham acesso á Internet.
   

Terminais móveis: 2,1 milhões de usuários trafegam com velocidade de 256 Kbps


TELESINTESE - WEB - 18/09/09

A base de terminais de dados móveis no país chegou a 4,2 milhões de conexões em agosto, conforme levantamento da Anatel, que divulgou hoje os dados consolidados dos oito meses do ano (em agosto o Brasil atingiu 164,5milhões de celulares). De acordo com o levantamento, há 2,1 milhões de assinantes que trafegam por velocidades acima de 256 Kbps. Outros 1,8 milhão de assinantes trafegam abaixo da velocidade de 256 Kbps. (Da redação)

20 setembro 2009

Plano de banda larga apoia-se na Eletronet




VALOR ECONÔMICO - EMPRESAS & TECNOLOGIA - SÃO PAULO - 18/09/09 - Pg. B2

Janes Rocha e Heloisa Magalhães, do Rio

Uma força-tarefa envolvendo oito ministérios está encarregada de levar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 45 dias, o novo Programa Nacional de Banda Larga, que pretende levar o acesso à internet a todo o país. A decisão foi tomada em reunião na segunda-feira no Palácio do Planalto, disse o coordenador do Grupo Executivo de Inclusão Digital da Presidência da República, Cezar Alvarez.

O grupo formado por representantes dos ministérios deve elaborar, durante esses 45 dias, o projeto no qual será definido como será operada a rede de fibras ópticas de 26 mil quilômetros pertencente à Eletronet, empresa controlada pela Eletrobrás que foi à falência há quatro anos.

Desde então, o governo vem lutando na Justiça para se apropriar desses ativos que, segundo Alvarez, ficaram "subutilizados ou apagados". Em agosto, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro divulgou um acórdão aprovando, por unanimidade, o direito de posse do governo sobre a rede de fibras ópticas da Eletronet, disputada pelos seus principais credores.

De outro lado, a infraestrutura da Eletronet também é interessante para as operadoras de telefonia, apesar de elas terem suas próprias redes. No entanto, a avaliação é de que o projeto requer investimentos para ser viabilizado. " Não existe uma varinha mágica. A malha precisa ser construída, operada e mantida", disse ao Valor um executivo de uma operadora que pediu para não ser identificado. Ele lembrou que a rede da Eletronet está em 18 Estados e os pontos de presença (onde há a eletrônica para comunicação) estão obsoletos e precisam ser modernizados.

As teles não participaram das reuniões do governo e são cuidadosas sobre o tema. Executivos das operadoras reuniram-se em agosto para discutir propostas de inclusão social. Admitem que querem integrar o processo. Uma das ideias é a formação de Parceria Público Privada, vista como a melhor forma para a Eletronet sair do impasse em que se encontra há anos.

Alvarez disse ontem que não está decidido se a operação será dividida com as empresas privadas ou se será totalmente estatal. Porém, deu uma ideia do que o governo pensa sobre a atuação das empresas privadas no setor, dizendo que a internet no Brasil é "lenta, cara e concentrada no eixo-Rio-São Paulo". Informou que apenas 5,3% dos brasileiros têm acesso à internet, comparado a 8% no Chile e 6% na Argentina.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ao Valor, numa entrevista publicada na edição de ontem, que solicitou aos ministérios envolvidos a apresentação do plano de "integração de todo o sistema óptico do Brasil".

A ideia do governo é criar uma rede de intranet que ligará as principais bases de dados públicas nos três níveis (federal, estaduais e municipais), atendendo escolas, prefeituras, polícias e bancos públicos, entre outros órgãos. "O governo quer ter a posse para uso dedicado" dessa rede, afirmou Alvarez.

As operadoras de telefonia privadas acertaram, no ano passado, um acordo com a Anatel para a instalação de infraestrutura de banda larga para atender 56 mil escolas públicas urbanas. Segundo Alvarez, elas devem atingir 40% das escolas em 2008, 40% em 2009, o restante em 2010 e até 2025 o serviço deverá ser gratuito para todas as escolas atingidas. O cronograma para 2008 foi cumprido e o de 2009 "está em dia", disse.

No entanto, o acordo deixou de fora a maior parte das 142 mil escolas urbanas, que o governo agora quer atingir em sua totalidade, a partir da rede de fibras ópticas da Eletronet.

Mas, segundo informações da a Associação Brasileira de Concessionárias de Serviço Telefônico Fixo Comutado (Abrafix), não só as empresas poderiam participar desse processo como há recursos já destinados por elas ao governo por meio do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). São cerca de R$ 8 bilhões (incluindo setembro) destinados a projetos sociais no setor que até hoje não foram investidos.

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) criou projeto de lei para a aplicação desses recursos nas escolas, mas previa o uso do dinheiro apenas para serviços de voz. Revisto e após vários trâmites, hoje o novo projeto está pronto para ser votado na Câmara dos Deputados.

Mas, do lado operacional, será um grupo ministerial que vai definir as linhas gerais de uma política para a infraestrutura industrial e a participação de pequenos operadores na rede.

O projeto de banda larga está inserido no Programa Nacional de Inclusão Digital, que prevê ainda a distribuição de computadores mais baratos e o Proinfo, projeto do Ministério da Educação para instalar laboratórios de informática nas escolas públicas, disse Alvarez.

Em sua palestra no Fórum Econômico Nacional, realizado ontem na sede do BNDES, Alvarez afirmou que entre 2006 e 2008 o número de computadores populares distribuídos passou de 3,5 milhões para 11,8 milhões e que neste ano deve chegar a 13 milhões de unidades. Disse ainda que em 15 dias será aberta a licitação para constituição de 3 mil novos telecentros (ambiente voltado para oferta de cursos e treinamentos presenciais e a distancia) e qualificação de 90 mil "lan houses".

15 setembro 2009

Empresas de energia desejam espectro em 2,5 GHz para smart grid



TELETIME ONLINE - WEB - 14/09/09

Descubra mais sobre a influência do celular no seu filho.
Não são apenas as operadoras celulares que estão interessadas em um pedaço da faixa de 2,5 GHz, hoje utilizada por empresas de MMDS. As companhias de energia elétrica estudam a possibilidade de pedir ao governo uma parte desse espectro para suportar projetos futuros de "smart grid", nome dado às redes elétricas inteligentes. "Não pleiteamos nada ainda. Há apenas discussões em andamento", esclarece o presidente da Associação de Empresas Proprietárias de Infraestrutura e de Sistemas Privados de Telecomunicações (Aptel), Pedro Jatobá.

A solicitação de espectro exclusivo para utilities acontece também em outros países. Nos EUA, essa é uma bandeira levantada pelo Utilities Telecom Council (UTC), por exemplo. "Não acredito que possamos montar smart grids usando as redes celulares comerciais", disse o vice-chairman do UTC, Troy West, que participou nesta segunda-feira, 14, do 10o Seminário Nacional de Telecomunicações da Aptel, no Rio de Janeiro.

Programa nacional

As smart grids são, na prática, redes de energia elétrica digitais, capazes de realizar uma série de tarefas remotamente e automaticamente. Para tanto, requerem equipamentos de telecomunicações e o uso de redes fixas e móveis. Parte da capacidade dessas redes pode ser usada para serviços de telecom, o que coloca as utilities como potenciais concorrentes das teles.

No Brasil, a Aptel e a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) estão elaborando um termo de referência sobre smart grids que será entregue em breve à Aneel. As entidades propõem que seja feito um diagnóstico das redes elétricas brasileiras para então sugerir ao governo federal as diretrizes para um plano nacional de adoção de smart grids. Seria um projeto para implementação ao longo de dez anos, informa Jatobá.

Nos EUA, o governo federal ofereceu US$ 4,5 bilhões para projetos de smart grids, como parte do plano de recuperação econômica proposto pelo presidente Barack Obama.

Fernando Paiva
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14 setembro 2009

Workshop no CPqD traz convidados internacionais


E-THESIS - WEB - 14/09/09

por e-Thesis

O crescimento estrondoso da Internet - e das aplicações nela baseadas - vem impondo desafios cada vez maiores à sua arquitetura, resultando em uma rede difícil de escalar, monitorar e gerenciar. É por isso que a comunidade científica e tecnológica, no mundo todo, vem trabalhando no desenvolvimento de soluções voltadas para a Internet do futuro. Apresentar e discutir as principais iniciativas nesse sentido - internacionais e nacionais - é o objetivo do workshop Novas Arquiteturas para a Internet do Futuro, que será realizado nos dias 23 e 24 de setembro, nas instalações do CPqD, em Campinas.

Promovido pelo próprio CPqD em parceria com o Fotonicom (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Fotônica para Comunicações Ópticas), da UNICAMP, o evento conta com o apoio do Funttel, Ministério das Comunicações, Fapesp e do CNPq. A ideia é reunir a comunidade acadêmica e as instituições de pesquisa nacionais e internacionais, para apresentar as diversas visões da rede IP do futuro e discutir as tendências tecnológicas para os próximos cinco a dez anos.

O foco deste evento são as experiências internacionais nessa área que estão em um nível de maturidade maior, afirma a pesquisadora Tania Regina Tronco, que coordena o workshop pelo CPqD. Para apresentá-las, estão previstas palestras de vários especialistas estrangeiros:

Serge Fdida - professor da Universidade Pierre et Marie Curie, de Paris, França, e coordenador do projeto IST Onelab (An Open Networking Laboratory Supporting Communication Network Research Across Heterogeneous Environments), que será o tema de sua palestra.

Hiroaki Harai - líder do grupo de Arquiteturas de Rede do National Institute of Information and Communications Technology (NICT), de Tóquio, Japão. Apresentará o projeto Akari de arquitetura de rede de próxima geração.

Fabrizio Sestini - Pesquisador sênior da Comissão Européia, em Bruxelas, Bélgica. Abordará as pesquisas européias na área de tecnologias para o futuro da Internet.

Christian Vogt - Pesquisador do Ericsson Research, no Vale do Silício, Califórnia (EUA). Sua palestra tratará do roteamento e endereçamento na Internet de próxima geração.

Chip Elliot - Engenheiro-chefe da BBN Technologies, de Cambridge, Massachussets (EUA), e diretor de projeto na Global Environment for Network Innovations (GENI), um conjunto de infraestruturas de rede de pesquisas experimentais em implantação nos Estados Unidos - que será o tema de sua palestra.

Mauro Campanella - Trabalha no Istituto Nazionale di Fisica Nucleare e, desde 2008, é o coordenador do projeto Federica, que prevê a criação de uma infraestrutura de pesquisas para a nova Internet usando virtualização de redes e sistemas.

Aljosa Pasic - Diretor na Atos Research & Innovation, da Atos Origin, em Madri, Espanha. Em sua palestra, falará sobre a confiabilidade, segurança e privacidade nos serviços da Internet do futuro.

Além dos convidados estrangeiros, o workshop internacional Novas Arquiteturas para a Internet do Futuro terá palestras de vários representantes da comunidade científica e tecnológica brasileira. Entre eles, estão confirmados:

Tania Regina Tronco - Pesquisadora do CPqD, apresentará o projeto ARCMIP - Arquitetura de Rede para Comunicações Móveis sobre IP. Esse projeto conta com o suporte do FUNTELL (Fundo Nacional para o Desenvolvimento das Telecomunicações) do Ministério das Comunicações.

Otto Carlos Muniz Bandeira Duarte - Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, falará sobre o tema Virtualização de Rede: da tecnologia em teste para uma solução para a futura Internet.

Michael Stanton - Professor da Universidade Federal Fluminense e diretor de Inovação da RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa). Apresentará as experiências da RNP e suas visões sobre o futuro da internet.

Marcos Rogério Salvador - Pesquisador do CPqD, falará sobre o Projeto Giga - Rede Óptica Experimental de Alta Velocidade como testbed para pesquisas sobre a Internet do futuro.

Christian Rothenberg - Pesquisador do CPqD e doutorando da UNICAMP, abordará os desafios e impactos da nova geração de redes de data centers na Internet do futuro.

As inscrições para o evento são gratuitas e podem ser feitas pela internet. A programação completa do workshop também está disponível nesse endereço eletrônico.

Agenda

Workshop Internacional: Novas Arquiteturas para a Internet do Futuro

Data: 23 e 24 de setembro

Horário: 9h às 18h

Local: Auditório do CPqD - Rodovia Campinas - Mogi-Mirim, km 118,5 - Campinas - SP

13 setembro 2009

Barbacena está a caminho de ser uma Cidade Digital


GUIA DAS CIDADES DIGITAIS - WEB - 14/09/09

Município mineiro inaugura telecentros, primeira etapa de projeto

No dia 1º de setembro, Barbacena, no interior de Minas Gerais, deu os primeiros passos para se tornar uma Cidade Digital. O município mineiro inaugurou 23 telecentros de um total de 41 que prevê o programa Barbacena Digital, executado pelo Ministério das Comunicações, como parte do programa Kit Telecentros, em parceria com a Universidade Federal de Ouro Preto, prefeitura e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifet). Os investimentos somam R$ 4,2 milhões e vêm do governo federal. Os recursos serão gastos na conexão de escolas, além da capacitação de professores e diretores de instituições de ensino.

Essa conquista democratiza o acesso às novas tecnologias, sem distinção de classe social. As ferramentas tecnológicas facilitarão as pesquisas escolares de nossos estudantes, o uso de novas didáticas pelos professores e o uso cotidiano para a comunicação e o lazer, afirmou a prefeita Danuza Bias Fortes.

As primeiras unidades estão localizadas na zona urbana de Barbacena e em funcionamento. Cada telecentro possui 11 computadores, uma impressora, um datashow e câmera de monitoramento. Os 18 restantes, todos na zona rural, se encontram em fase de instalação. O acesso à internet será feito por meio de três centrais de distribuição de sinais, instaladas no Ifet, no bairro Monte Mário e no alto Caça e Pesca, além de 66 antenas, interligadas via WiMax e instaladas pelo consórcio composto pela Damovo e Telealpha. Os equipamentos são da Ericsson. A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) prestou consultoria técnica à prefeitura para a implantação das redes sem fio e para a aquisição de equipamentos.

O programa funciona com acesso à internet desde junho em fase de testes e já conta com os 374 computadores que equiparão a cidade. Para auxiliar alunos, professores e comunidade nos telecentros, a iniciativa promoveu cursos de capacitação de professores e monitores já em 2007. Naquele ano, 177 educadores de 32 escolas tiveram aulas de informática básica. Desse total, 26 profissionais se tornaram multiplicadores do programa em suas escolas, nas salas de aula e na comunidade.

Os telecentros são a garantia de que os alunos terão um futuro que passa pela tecnologia, pela informação como fonte de pesquisa. Hoje, quem não tem acesso à Internet fica para trás, declarou o ministro das Comunicações, Hélio Costa, natural de Barbacena, durante a cerimônia de inauguração do programa.

A cidade mineira tem 788 quilômetros quadrados e deve ter toda sua extensão iluminada em breve.

Autor: Marcelo Medeiros, com informações da prefeitura de Barbacena e do Ministério das Comunicações

02 setembro 2009

Empresas pedem custo menor para banda larga



DCI - SERVIÇOS - SÃO PAULO - 31/08/09 - Pg. A11

Erika Sena

Para atender a um mínimo de 150 milhões de pessoas até 2014, a banda larga para internet depende de revisão dos custos de direitos de passagem e uso do solo em vias públicas e alocação de novas faixas de radiofrequência, além da desoneração dos serviços.

Estas são as principais formulações que constam da Carta do Guarujá, documento resultante do 53º Painel da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), realizado no Guarujá, no litoral paulista.

A Carta é composta por três tópicos que consolidam as propostas que a iniciativa privada quer ver inseridas no Projeto Nacional de Banda Larga, que será anunciado em outubro, pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa. O documento será entregue nas próximas semanas diretamente ao presidente Luís Inácio Lula da Silva por Antonio Carlos Valente, presidente do Grupo Telefônica do Brasil e da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil).

O primeiro tópico estabelece a meta de levar a cobertura de banda larga para 150 milhões de brasileiros, cerca de 75% da população, até 2014, ano em que o País sediará a Copa do Mundo. Para tanto, manifesta preocupação em torno da necessidade de ampliar e melhorar a infraestrutura, a fim de atender ao crescente aumento do tráfego de mensagens e imagens que correm pela rede.

O outro tópico aborda basicamente a necessidade de desoneração tributária dos serviços, investimentos e dispositivos "nos planos federal, estadual e municipal". Finalizando, o último item pede a "alocação de novas faixas de radiofrequências para a construção de redes de acesso em banda larga, sua disponibilização ao mercado a custos adequados e de forma a não prejudicar os concorrentes estabelecidos".

No evento, Valente também assumiu a presidência da Federação Brasileira de Telecomunicações (Febratel), que era comanda por Luiz Alberto Garcia, do grupo Algar.

16 junho 2009

A sabedoria dos líderes das comunicações

O ESTADO DE S. PAULO - ECONOMIA / ETHEVALDO SIQUEIRA - SÃO PAULO

Ao falar na abertura do Congresso Brasileiro de Radiodifusão da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), no dia 19, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, criticou a juventude por só ficar dependurada na internet em lugar de ouvir rádio e assistir à televisão.

É no mínimo surpreendente que tal crítica e apelo partam de um ministro cuja pasta é responsável por um projeto de universalização do acesso à internet via banda larga em todas as escolas do País. Além disso, qualquer jovem destes novos tempos sabe que é possível ouvir rádio e ver TV na internet, bem como acessar jornais, revistas, bibliotecas e centenas de outros conteúdos. E existem hoje softwares que nos permitem sintonizar via web mais de 15 mil emissoras de todo o mundo.

Outra pérola do ministro das Comunicações: "O setor de comunicações fatura R$ 110 bilhões por ano. Desse total, somente R$ 1 bilhão é do rádio e R$ 12 bilhões das TVs. O resto vocês sabem muito bem onde está". Não é a primeira vez que o ministro ressalta essa diferença de receitas entre a radiodifusão as operadoras de telecomunicações - fato que ocorre em todo o mundo e que não configura nenhum pecado ou problema. Seria oportuno também ressaltar que a radiodifusão tem muito mais poder político e influência sobre a opinião pública do que qualquer outro setor - o que, igualmente, não configura nenhum crime. Em conversas reservadas, o ministro diz temer que "as teles venham a engolir as emissoras de TV".

Radiodifusão e telecomunicações são setores que, na verdade, se complementam. Melhor seria para o Brasil se o Ministério das Comunicações se empenhasse seriamente em debater e preparar uma legislação moderna e avançada que englobe e harmonize todas as formas de comunicações, como telefonia, rádio, TV aberta, TV por assinatura, correios, internet e outros. Só assim o País poderá eliminar conflitos e definir novos caminhos para o desenvolvimento setorial.

MULTICASTING

Numa decisão inusitada, sem debate nem consenso, em fevereiro passado, o Ministério das Comunicações surpreendeu o País ao proibir as emissoras de TV comerciais bem como as TVs públicas estaduais de usarem o recurso da multiprogramação (multicasting) - que permite às emissoras de televisão transmitir até quatro programas em definição padrão (standard definition) em um único canal digital de frequência.

Agora, nova surpresa. Ainda na abertura do Congresso da Abert, o ministro das Comunicações anunciou a mudança de rumos questão, dizendo que caberá ao Congresso Nacional a definição das regras de uso do multicasting - recurso inerente à tecnologia de TV digital, e que dispensa qualquer tipo de regulamento ou autorização. É uma medida que não interessa a grande número de emissoras comerciais e públicas estaduais.

Proibir a multiprogramação é algo totalmente descabido e tão ridículo quanto exigir autorização de uma emissora para transmitir imagens de alta definição. Ou para oferecer o melhor som surround. Ou ainda para usar os recursos de mobilidade, portabilidade e interatividade. Todos esses recursos dispensam regulação, salvo quanto a seus parâmetros técnicos, cabendo às emissoras implantar pura e simplesmente a tecnologia digital e oferecer o máximo de benefícios ao cidadão.

O envio do problema para o Congresso Nacional parece ser uma manobra puramente protelatória, pois até que entre na pauta de discussões e seja aprovada qualquer legislação sobre o multicasting, serão consumidos no mínimo 18 ou 24 meses. O Brasil terá, então, outro governo e outro ministro das Comunicações.

AH, O RÁDIO DIGITAL

A novela do rádio digital volta ao cartaz. Conforme anunciou o ministro Hélio Costa, a escolha do sistema de rádio digital a ser adotado pelas emissoras brasileiras poderá ser feita após consulta pública, com prazo de 180 dias. Para tanto, o Ministério das Comunicações divulga portaria específica, em que autoriza a consulta pública, para ouvir sugestões da sociedade sobre o tema.

A escolha do padrão de rádio digital para o Brasil, contudo, não é uma questão de opinião, mas de licitação. O País não pode aprovar o uso de uma nova tecnologia com base em sugestões de pessoas e entidades, por mais competentes que elas sejam. É preciso que uma comissão de especialistas altamente qualificados e isentos realize testes exaustivos em centros de pesquisas e aprove a nova tecnologia, num processo cristalino de licitação internacional.
PROTECIONISMO
A internet e o processo de convergência estão apavorando algumas emissoras de rádio e TV. Sem entender bem as mudanças de paradigmas em curso, alguns diretores de emissoras de TV afirmam que vão fechar suas emissoras e nem sequer irão implantar a tecnologia digital. Em nome desses empresários, o presidente da Abert, Daniel Slaviero, fez críticas e sugestões polêmicas ao modelo aberto de internet que vigora no Brasil, afirmando que a web também deve estar sujeita à mesma legislação que rege a comunicação social - em especial no tocante à limitação à participação de capital estrangeiro.

23 maio 2009

MPF/AM denuncia cinco envolvidos em fraude na internet

TELESINTESE - WEB - 22/05/09
O Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) denunciou cinco pessoas envolvidas em um esquema de fraude em conta corrente, praticada por meio de transações via internet. Os denunciados moram no Paraná e foram beneficiados com movimentações fraudulentas saídas da conta corrente de uma cliente da Caixa Econômica Federal (CEF), em Manaus.
Na denúncia, o MPF/AM pede a condenação dos envolvidos pelo crime de furto qualificado, previsto no artigo 155, § 4º, incisos II e IV, do Código Penal – furto praticado mediante fraude e concurso de duas ou mais pessoas. A pena prevista para o crime é de reclusão, de dois a oito anos, e multa.
As investigações mostram que os titulares das contas que receberam os valores sabiam das transações e haviam negociado a utilização das contas correntes em troca do recebimento de, em média, R$ 100. O acordo previa o empréstimo do cartão e da senha pessoal para transações. Os titulares afirmaram que não receberam os cartões de volta.
O MPF/AM requisitou a instauração de um novo inquérito policial para investigar a participação de outras pessoas no esquema, citadas pelos denunciados durante os depoimentos à polícia. Pelo menos seis outros suspeitos ainda serão investigados, além de outras pessoas que podem ter sido beneficiadas com os pagamentos dos bloquetos feitos com o dinheiro retirado da conta corrente da cliente da CEF.
A Polícia Federal (PF) deverá apurar também os procedimentos utilizados pelo grupo para obter os dados referentes à conta corrente da cliente da CEF em Manaus (hackers). A ação judicial corre sob segredo de justiça, no que se refere ao sigilo bancário. (Da redação, com assessoria de imprensa)

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